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]]>O co-roterista e diretor Antonio Campos, por uma questão de clareza, decidiu reduzir tudo à uma única linha do tempo linear e mover subtramas para tentar tornar as coisas mais fáceis para aqueles não familiarizados com a obra original. Certas coisas são omitidas completamente, enquanto outras supérfluas são inclusas, como o envolvimento do xerife local com o crime organizado.
Enquanto o romance abusa do simbolismo e flashbacks para demonstrar tanto sentimentos dos personagens quanto para justificar algumas de suas ações, o filme recorre à uma narração desagradável, fornecida pelo próprio autor do livro. Apesar do material de origem contar com um narrador onisciente, no longa ele acaba ficando maçante, e dá ao filme um elemento cômico não intencional que destoa massivamente dos acontecimentos sombrios na tela. O que é uma pena, já que o romance de Pollock é uma obra-prima de desgraça, entrelaçando as vidas de personagens fascinantes — para não dizer perturbadores — até chegar em um clímax imponente.

O enredo de Willard — representado lindamente por Bill Skarsgård — em particular sofre com essas mudanças, na obra original Pollock é capaz de, em cerca de 80 páginas, contar uma história clara sobre um homem devoto que aos poucos vai se entregando a insanidade, culminando em um final trágico e afetando seu filho para o resto de sua vida. Essa trama sozinha facilmente daria um filme magnifico, porém resumi-lá toda em apenas alguns minutos a torna afobada e ver que a sua cena discutivelmente mais importante nem está no filme deixa um gosto amargo, e faz pensar que Skarsgård foi roubado de entregar uma performance digna de prêmios.
Enquanto isso somos forçados a acompanhar o que parece uma subtrama dispensável por pelo menos metade do filme — os assassinos em série. Todo esse enredo é, sinceramente, uma zona. Nenhum dos personagens envolvidos são devidamente desenvolvidos e muito do que acontece parece apressado e injustificado. O filme prefere mostrar cenas aleatórias (como uma cena de masturbação e um encontro com um fazendeiro qualquer) que não levam à lugar algum, ao invés de gastar esse tempo com os sentimentos e relações entre os persongens. Não é difícil assistir este filme e nunca 100% entender a conexão entre Sandy (Riley Keough), Carl (Jason Clarke) e Lee (Sebastian Stan). Tanto Stan quanto Clarke parecem penar para interpretar seus personagens psicóticos, transformando estes quase em uma caricatura cómica, o que faz a atuação sem inspiração de Keough se destacar positivamente.
Talvez a única maneira se realmente adaptar esse livro seria em uma minissérie de 7 ou 8 episódios, podendo assim trabalhar e construir cada enredo e seus personagens com calma para que quando finalmente tudo se entrelaçar, isso tenha de fato, um peso.
Muito foi falado do elenco repleto de estrelas do filme: Bill Skarsgård, Hayley Bennett, Tom Holland, Robert Pattinson, Sebastian Stan, Mia Wasikowska, Riley Keough, Jason Clarke, Harry Melling e Eliza Scanlen. Infelizmente com seu tempo limitado de tela, torna-se muito difícil para qualquer um deixar uma grande impressão.

Contudo, a atuação de Pattinson como o pastor pedófilo Preston Teagardin é o destaque óbvio. Usando um terno azul bebê e caprichando no sotaque texano, ele entrega uma das melhores cenas do filme — um sermão de dar arrepios — ele nunca foi tão maravilhosamente irritante e assustador. Tom Holland convence como o sisudo e discreto protagonista do filme, Arvin Russell, uma mudança muito bem-vinda em relação ao seu papel como o doce Peter Parker nos filmes da Marvel. Já as mulheres não se saem bem, estando ali apenas para morrer de uma forma horrível ou sofrer na mão de algum homem.
“O Diabo de Cada Dia” acaba se tornando uma cama de gato enquanto tenta resolver todas essas linhas de enredo em pouco mais de duas horas; parece apressado e sofre com tons distintos. Todas as peças de um bom filme estão aqui: ótimo elenco, excelente material de origem, talento nos bastidores. Mas mesmo assim, o que deveria ser uma observação sobre se o filho está condenado a repetir os pecados do pai acaba sendo uma mistura confusa e decepcionante — um conto carregado de melancolia que não nos permite tempo suficiente com qualquer personagem para nos sentirmos chateados quando eles encontram sua morte infeliz.
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]]>Uma álbum visual repleto de tanta estimulação visual que você quer encarar as nuvens depois de assistir, o Black Is King de Beyoncé é às vezes uma vitrine emocionante para artistas africanos cujo trabalho se funde brilhantemente com o dos americanos que têm raízes no continente (via The Hollywood Reporter).
Um companheiro de um álbum que foi inspirado em um filme baseado em uma aventura de animação infantil que mais tarde se transformou em um grande sucesso da Broadway (deu pra entender?). Este é um projeto que merece estar livre de qualquer link com O Rei Leão, mas ele continua lembrando a gente desses laços; áudios do filme de Jon Favreau de 2019 são escutados em intervalos regulares que parecem pausas comerciais. Você dificilmente pode culpar a Disney por querer colocar seu selo em tudo isso e mostrá-lo exclusivamente em seu serviço Disney+; mas a marca enfática parece um pouco em desacordo com a mensagem expansiva da música, que apoia todos os negros.
O trabalho é claramente rotulado como “um filme de Beyoncé” e os créditos começam com “Dirigido por Beyoncé Knowles-Carter”. Mas há um crédito de co-diretor para Kwasi Fordjour e uma terceira tela listando sete outros creditados como “diretores”. O último grupo faz sentido, uma vez que se trata de um conjunto de vídeos de músicas do The Lion King: The Gift do ano passado. Mas esses vídeos são dificilmente intercambiáveis, e seria bom saber qual cineasta criou qual.
Embora não sejam intercambiáveis, os vídeos compartilham mais do que suficiente o mesmo estilo e sensibilidade para serem vistos juntos assim, ligados por segmentos que sugerem uma narrativa alegórica em vez de contar uma história. Esses espaços intersticiais são onde a maioria das citações do Rei Leão aparece; à medida que o filme prossegue, as referências à jornada de Simba se juntam ao encorajamento de Beyoncé e, mais tarde, a fragmentos não identificados de discussões sobre a negritude e sobre se tornar “um rei”.
Os materiais promocionais dizem que Black Is King “reimagina as lições do fenômeno global da Disney para os jovens reis e rainhas de hoje em busca de suas próprias coroas”. Espectadores que preferem reinventar a democracia do que a monarquia – o rei T’Challa da Disney não tem uma alça nessa metáfora de empoderamento satisfatória, porém questionável? – pode se acalmar um pouco quando esses trechos de narração tentam redefinir a realeza em termos de apoiar orgulhosamente a comunidade.
Os fãs já conhecem essas músicas muito bem, então não se surpreenda que, quando se trata de proporcionar uma elevação musical no tema, “Brown Skin Girl” se destaque. Lançando mulheres negras e pardas em um cenário de debutante mais comumente associado a futuras esposas pálidas e privilegiadas, o vídeo da música coopta a elegância de tais assuntos e a redireciona, com mulheres bonitas se encorajando em vez de competir pelos olhos de Lord Wattsisbucket.
Embora seja muito boa, é longe de ser a parte mais emocionante do show. Espalhados pelos outros vídeos do álbum, existem tantos talentos carismáticos que você dificilmente consegue acompanhar. Dançarinos individuais gritam de personalidade na sequência de “Keys to the Kingdom”, que mostra um casamento em uma igreja pintada nos coloridos padrões geométricos do povo Ndebele do Zimbábue. Outras músicas são coreografadas em grupo, como os movimentos ousados de bailarinos vestidos de faísca no afrofuturista “Find Your Way Back”. “My Power” coloca uma formação familiar de Beyoncé em um conjunto cheio de padrões em preto e branco que surpreendem os sentidos à medida que a câmera se move.
Bey chegou a ter uma cena da piscina estilo Busby Berkeley em um ponto, na sequência de “Mood 4 Eva” – uma cena que se destaca, cujo foco na vida em mansões e na estampa de leopardo Rolls Royces lembra uma das vezes em que Beyoncé e Jay-Z alugaram o Louvre para um vídeo só porque eles podem fazer isso.
Se a vaga mitologia da quase-narrativa abrangente do álbum ou as afirmações que a cantora lê ao longo têm o efeito nutritivo desejado sobre os jovens negros, só o tempo dirá. As preocupações concretas nas ruas de 2020 podem ter espectadores mais velhos que desejam o foco potente de algo como “Diga em voz alta: sou preto e tenho orgulho!” de James Brown.
Artisticamente, King é menos convincente como uma declaração coerente do que Lemonade. Mas o Black Is King pode viver seus ideais com mais sucesso do que os prega: embora o disco esteja cheio de colaboradores que são grandes estrelas, o álbum visual deixa brilhar artistas menos conhecidos (para a maioria dos americanos). Os cantores nigerianos Tekno, Yemi Alade e Eazi estremecem em “Don’t Jealous Me”, dominando um palco do submundo onde Beyoncé geralmente admira de longe. Burna Boy, também da Nigéria, soa incrivelmente legal em “Ja Ara E”.
E, é claro, todos os diretores que não são a Beyoncé e os doze diretores de fotografia creditados, nenhum deles são nomes conhecidos, produzem cenas de primeira linha em inúmeras referências à história do cinema e moda, ao mesmo tempo em que abrem espaço para a influência das tradições populares africanas.
Vocês acreditam que apenas uma pessoa, Zerina Akers, é responsável pela louca variedade de figurinos vistos no filme? A riqueza de textura e cor, geralmente colocando materiais luxuosos em ambientes naturais, seria por si só motivo suficiente para assistir Black Is King na íntegra, em vez de apenas tocar no Spotify e esperar pelas músicas que você gosta.
Empresas produtoras: Walt Disney Pictures, Parkwood Entertainment
Distribuidora: Disney+
Elenco: Folajomi Akinmurele, Connie Chiume, Nyaniso Ntsikelelo Dzedze, Nandi Madida, Warren Masemola, Sibusiso Mbeje, Fumi Odede, Stephen Ojo, Mary Twala
Diretora: Beyoncé
Diretores: Emmanuel Adjei, Blitz Bazawule, Pierre Debusschere, Jenn Nkiru, Ibra Ake, Dikayl Rimmasch, Jake Nava
Roteiristas: Beyoncé Knowles-Carter, Yrsa Daley-Ward, Clover Hope, Andrew Morrow
Produtores: Jeremy Sullivan, Jimi Adesanya, Blitz Bazawule, Ben Cooper, Astrid Edwards, Durwin Julies, Yoli Mes, Dafe Oboro, Akin Omotoso, Will Whitney, Lauren Baker, Jason Baum, Alex Chamberlain, Robert Day, Christophe Faubert, Brien Justiniano, Rethabile Molatela Mothobi, Sylvia Zakhary, Nathan Scherrer, Erinn Williams
Produtores executivos: Beyoncé Knowles-Carter, Erinn Williams, Steve Pamon, Janet Rolle, Nathan Scherrer
Diretores de fotografia: Ryan Marie Helfant, Mohammaed Atta Ahmed, Michael Fernandez, Danny Hiele, Nicolai Niermann, Malik Sayeed, Santiago Gonzalez, David Boanuh, Erik Henriksson, Laura Merians, Kenechukwu Obiajulu, Benoit Soler
Figurinista: Zerina Akers
Editores: Andrew Morrow, Maria-Celeste Garrahan, Haines Hall, Tom Watson
Compositores: James William Blades, Melo-X, Derek Dixie
Diretor de elenco: Anissa Williams
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A NetFlix baseada no livro “O Home que queria salvar o mundo” de Samantha Power, produziu o filme que foi lançado hoje (17) em todo o mundo. Sergio relata durante o filme a biografia de Sergio Vieira de Mello interpretado pelo ator brasileiro Wagner Moura. Sergio era um diplomata brasileiro das Nações Unidas que morreu em um ataque terrorista em Bagdá no ano de 2003 a sede local da ONU.

O filme é um drama que enaltece a trajetória de vida de Sergio Vieira de Mello, que por 34 anos dedicou seu trabalho a ONU, assim mostrando o quão ele foi importante para muitas ações de paz da Organização das Nações Unidas. Mello sempre que possível estava na linha de frente das operações e essa característica é muito bem desenvolvida com a interpretação de Wagner Moura. O filme tem como língua principal o inglês, porém algumas cenas são em espanhol , francês e português.
A história que tem uma força dramática por conta do assassinato de Mello, é contada de trás para frente, começando pelo ataque a sede da ONU de Bagdá. O que faz com que o potencial dramático da história seja perdido na tentativa de montar um quebra cabeça indo e voltando da cena do ataque para pontos importantes da carreira do diplomata brasileiro. Em alguns poucos momentos o roteiro se perde, na tentativa de romantizar a relação do personagem com Carolina. Talvez uma aposta mais minimalista e simples teria contado a história de forma mais direta.

Falando sobre a parte técnica de produção, foi estimado que para produzir este filme foram gasto nada mais nada menos que $16.000.000 aproximadamente R$ 80 Milhões de reais o que talvez nos faça pensar que o filme poderia ser melhor. A trama tem uma fotografia impecável para a retratação da história, tendo apoio muito importante da colorização escolhida para tonalização das cenas. Já na parte de roteirização, o filme tem cenas sólidas e estruturadas, porém a escolha de começar a contar a história pelo final tira um pouco a carga dramática do acontecido. Quando entramos no âmbito de atuação, Wagner Moura como sempre da um show dando vida a esse personagem tão denso. Em conjunto com os outros atores e atrizes dão um brilho ainda maior a essa produção Brasil e Estados Unidos.
Gênero: drama Investimento: $16.000.000 ou R$ 80.000.000 Tempo: 118 minutos Produtor: Wagner Moura Produzido por: Black Rabbit Media, Anima Pictures, Desert Motion Pictures, Thai Occidental Productions. Distribuidor: Netflix Atores principais: Wagner Moura como Sergio, Ana de Armas como Carollina Larriera e Brian F. O'Byrne como Gil Loescher
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