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]]>As filmagens de filmes e séries de TV podem ser caóticas. A grande quantidade de detalhes – desde as configurações da câmera até os adereços – que entram na filmagem de cada cena individual pode ser difícil de acompanhar e isso pode causar problemas com um aspecto importante da narrativa chamado continuidade. Erros de continuidade são um dos erros mais comuns em filmes, e podem ocorrer em qualquer produto audiovisual, desde séries de TV independentes de pequeno orçamento a filmes de alta produção de Hollywood (via Masterclass).

Continuidade é o princípio de garantir que todos os detalhes em um filme ou série de TV sejam consistentes de cena a cena. Se uma cena mantém os padrões de continuidade, ela parece fluir perfeitamente da cena anterior, reforçando uma sensação de realismo na história. Na realidade, porém, cada cena pode ter sido filmada em um momento diferente e em uma ordem completamente diferente. Por exemplo, se no início de uma cena um ator pega um copo com a mão direita, a continuidade determina que ele deve segurar aquele copo com a mão direita durante toda a cena.
Problemas de continuidade ocorrem com mais frequência em cenas de ambientação (geralmente chamados de “planos principais” ou “planos gerais”) e planos médios ou close-ups. Os planos de ambientação são uma visão ampla da cena e podem incluir muitos adereços e móveis, enquanto os planos médios e close-ups focam apenas no ator sem muito background. Durante as filmagens, as equipes de set freqüentemente movem todos os adereços e móveis para dentro e para fora da cena para vários tipos de planos. Esse vaivém facilita os erros de continuidade visual surgirem.
Existem várias categorias de continuidade em longas-metragens e séries de TV que os cineastas devem estar cientes durante a produção e pós-produção do filme:

A continuidade no filme é vital para uma boa narrativa porque ajuda a manter os espectadores imersos na história. Os cineastas querem que o público possa prestar atenção à ação e ao diálogo durante sua história como se estivesse acontecendo no mundo real, e quando cada detalhe de um cenário é consistente em toda a cena, o público pode prestar atenção total.
No entanto, se pequenos detalhes forem inconsistentes ou se houver lacunas no enredo na história, os espectadores se distrairão e não conseguirão se concentrar na narrativa; eles vão passar mais tempo pensando sobre os níveis de água flutuantes no copo de um personagem e menos tempo ouvindo o diálogo ou se preocupando com a história. É por isso que manter a continuidade é crucial – porque ela mantém o público envolvido.
Com tantos dias de filmagem e tantos detalhes em cada cena, pode ser extremamente difícil manter a continuidade em um set. Aqui estão algumas dicas:
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]]>Walter Murch, editor de “O Poderoso Chefão”, “Apocalypse Now”, entre outros, introduz essa questão em seu livro “In The Blink of an Eye”. Se em nossa vida cotidiana experienciamos a realidade de forma contínua, por que aceitamos tão facilmente a descontinuidade no cinema? Ele coloca a questão dessa forma para explicar justamente o contrário: Nossa realidade aparenta ser um contínuo, mas experienciamos descontinuidade em muitos aspectos da nossa vida. Todos temos a experiência de ver algo na realidade e ser automaticamente transportados para uma imagem mental, ou para uma memória, ou ainda para cenas dentro da nossa imaginação. A própria experiência da memória pode ser relacionada à experiência de cortes em um filme: Quando lembramos o que fizemos ontem, uma série de imagens e fatos nos vem à mente de forma ordenada, mas não lembramos cada segundo do dia. Há “cortes”, vácuos no tempo e, ainda assim, entendemos tudo como parte de um todo, como numa história. Da mesma forma, podemos dizer que nossos sonhos apresentam descontinuidade, similar ao conceito de edição.
Para Murch, o que mais chama atenção sobre essa questão é o paralelo que pode ser feito entre cortes e o ato de piscar. A experiência de observar algo, piscar, e olhar para outra coisa é bastante similar a experiência de edição. Neste paralelo, Murch vai adiante e observa que o ato de piscar vai muito além do que mera função biológica de umedecer a superfície dos olhos. Ele nos chama a atenção para a hipótese de que há uma relação entre a frequência das piscadas com nosso estado emocional. “Se fosse apenas uma questão biológica (…) você piscaria apenas quando seu olho começa a ficar seco, e isso seria um numero constante para cada tipo de ambiente. Claramente não é este o caso: pessoas ficam sem piscar por minutos em determinados momentos e, em outros, piscam repetidamente, com variações entre um momento e outro”. Então fica a pergunta: o que nos faz piscar?
Para Murch, o ato de piscar representa pausas em nossos pensamentos. Piscamos quando entendemos algo, ou para separar e organizar ideias dentro de nossas cabeças da mesma forma que cortes em um filme são como “piscadas” que pontuam imagens. Cada corte, para Murch, deve então refletir uma pausa em um pensamento, como vírgulas e pontos finais num texto. Dessa forma, o ato de editar um filme passa a estar muito mais relacionado com o estado emocional que o editor quer criar no expectador e não mais o simples ato de unir imagens numa cena. De fato, se é certo que o ritmo com que piscamos se relaciona diretamente com nossas emoções e pensamentos, o ato de piscar diz respeito intimamente com quem somos. Murch então nos dá um de seus maiores insights: A forma como cada ator pisca pode influenciar como editamos um filme. Para ele, um bom editor é aquele que se sensibiliza “com o ritmo que um (bom) ator nos dá, e acha caminhos para expressar esse ritmo (…) de forma que o filme como um todo é uma elaboração desses padrões de sentimentos e pensamentos”, sendo que uma das formas para acharmos esse ritmo é observando quando o ator pisca.
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