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]]>Há uma etapa importante entre a idealização e a criação de filmes e outras mídias que exigem o planejamento de cenas: fazer um storyboard.
Confira abaixo como fazer um storyboard e seus principais fundamentos (via MasterClass).
Um storyboard é um esboço visual de um filme (seja um curta ou longa-metragem) ou animação. É uma parte importante do processo de pré-produção e consiste em uma série de imagens que mostram tudo o que vai acontecer em sua peça acabada.
Muitos storyboards são desenhados à mão, mas alguns criadores ou animadores optam por usar software de storyboard. O resultado final lembra uma história em quadrinhos.
Se você está trabalhando com um script, já conhece o fluxo do seu projeto. A chave é traduzir esse fluxo e as novas ideias da forma de palavra para a forma de imagem. Cada imagem em seu storyboard precisa incluir informações suficientes para que alguém que nunca leu seu roteiro possa vê-la e saber o que está acontecendo. Mas não deve conter muitas informações, pois isso irá atrapalhar os detalhes relevantes.
Depois das câmeras e lentes, todo narrador de vídeo possui duas ferramentas essenciais: tomadas e cortes. Essas duas ferramentas são muito, muito mais importantes do que o equipamento que você usa.
Uma tomada é um clipe de vídeo. Tem um começo e um fim, mas além disso pode durar qualquer período de tempo (desde que seja ininterrupto) e conter o que você quiser. A escolha das cenas é a ferramenta expressiva fundamental da narrativa em vídeo, e há muitos tipos diferentes de cenas que você pode fazer. A maneira como você faz suas filmagens é o principal sinal para que seu público se sinta de uma certa maneira ao assistir ao seu vídeo.
Um corte é o fim de uma tomada. Os cortes são sua ferramenta narrativa essencial. A forma como uma cena termina e, em seguida, como a próxima começa, é a forma principal com que o vídeo conta uma história. Bons cortes criam continuidade e coesão e mantêm o público envolvido com a história. Você decide quando fazer um corte duas vezes: uma vez quando você está gravando seu vídeo original e novamente na pós-produção quando você corta e edita seus clipes juntos.
Fazer boas tomadas e cortes é mais difícil do que parece! É especialmente difícil fazê-los bem sem um planejamento.

Siga estas etapas para criar seu primeiro storyboard.
Se você tem algumas centenas de dólares sobrando, invista em um software de roteiro. Essas ferramentas cuidam da formatação do seu script para que você não tenha que mexer com margens, espaçamento, quebras de página e outros comandos desajeitados de processamento de texto. Esses programas também apresentam muitas outras ferramentas para ajudá-lo a como fazer um storyboard, listas de tomadas, agendas e orçamentos.
Abaixo estão os quatro principais programas de storyboard, do mais caro para o mais barato:
Se você preferir trabalhar com um programa de modelo de storyboard gratuito com os fundamentos de formatação básicos, considere estas opções.
Ao começar sua carreira no cinema, lembre-se de que um bom storyboard é parte integrante do processo criativo – aquele que o ajudará a traduzir com sucesso sua visão em uma obra de arte.
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]]>Você terá até 30 dias após o fim da execução do projeto para apresentar à pasta as comprovações documentais.
A prestação de contas é formada por duas análises realizadas na Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) pelas Coordenação-Geral de Acompanhamento e Avaliação (CGAAV) e Coordenação-Geral de Prestação de Contas (CGEPC), da Diretoria de Incentivo à Cultura (DIC):
A realização da prestação de contas se faz através dos Relatórios Trimestrais no sistema Novo SALIC (http://novosalic.cultura.gov.br). O ambiente digital torna o processo mais rápido, favorece a transparência ao MinC e à sociedade e permite a você, proponente, uma organização melhor da documentação durante a execução do seu projeto.
No site do Novo SALIC você encontra instruções para realizar as prestações de contas. Nesse sistema, você informa os meios de pagamento e anexa os comprovantes de despesa para cada item da planilha orçamentária aprovada.
Em casos excepcionais, em que não é possível acessar o Novo SALIC, há formulários físicos e documentos que devem ser entregues ao MinC pessoalmente ou pelo correio.
Se, na execução do projeto, você precisou modificar algo que havia sido aprovado anteriormente, insira a solicitação pelo Novo SALIC e aguarde a manifestação da Coordenação-Geral de Acompanhamento e Avaliação (CGAAV).
Mudanças e ajustes do cronograma de execução, planos de distribuição e divulgação, local de realização e outras alterações devem ser previamente aprovadas pelo MinC.
Você pode realizar mudanças no orçamento de acordo com a Instrução Normativa (IN) 01/2013 do MinC que contribuirão para a efetividade de sua prestação de contas. Alguns dos principais pontos para você ficar ligado:
No caso de mudança dentro da margem permitida, conforme art. 65 da IN MinC 01/2013, devem ser feitos previamente ajustes no Novo SALIC, informando no site onde haverá alteração.

Para todas as despesas você precisa apresentar documentos fiscais, devem ser detalhados os serviços contratados ou produtos adquiridos compatível com o item orçamentário (rubrica) aprovado, o número de registro no Pronac e o nome do projeto. Esses documentos devem ser anexados no Novo SALIC no momento da comprovação financeira. Os documentos fiscais devem:
Se o fornecedor for Pessoa Jurídica, o documento fiscal aceito é a nota fiscal. Quaisquer outros documentos como boleto, recibo ou fatura serão aceitos apenas nos casos de não incidência de ISS ou ICMS e por disposição legal (sendo necessária comprovação).
Se o fornecedor for Pessoa Física, os documentos fiscais aceitos são recibo de pagamento de autônomo (RPA) ou recibo de pagamento a contribuinte individual (RPCI) que devem conter: nome completo, CPF, endereço, local, data, assinatura e anuência do profissional ou fornecedor do serviço, detalhamento dos impostos.
Você precisará recolher os impostos devidos de acordo com a IN MinC 2013 no artigo 82:
“Art. 82. É responsabilidade do proponente efetuar a retenção e os recolhimentos de impostos e contribuições que incidirem sobre os recursos movimentados, serviços contratados, ou obrigações decorrentes de relações de trabalho.”
Todos os comprovantes e notas originais devem ser guardados por 10 anos, a contar da data da aprovação da prestação de contas, conforme art. 83, da Instrução Normativa 01/2013.
Alguns dos principais motivos para reprovação das contas dos projetos realizados por lei de incentivo é a não execução do produto ou não execução das ações de democratização de acesso.
A medida é prevista pela Lei Rouanet para que os projetos sejam acessíveis às pessoas de baixa renda.
Nesse quesito, você pode, por exemplo, reservar uma parte dos ingressos para serem gratuitos, ou reservar uma parte de produtos físicos para distribuição (no caso específico de um livro, CD ou DVD) ou ainda fretar um ônibus para levar um grupo de pessoas para assistir a um espetáculo ou ir a uma exposição.
Na segunda fase do projeto (análise financeira), um dos motivos mais comuns para reprovação é a extrapolação do valor dos itens orçamentários. A apresentação de itens não previstos na planilha também é uma razão recorrente para a não aprovação.
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]]>Há algumas opções de patrocínio para audiovisual no Brasil, para facilitar as separamos em quatro grupos: Negócios, Estatais, Marketing Cultural e Alternativas.
Essas são as opções de patrocínios que utilizam investidores. Os investidores patrocinam as produções audiovisuais com intenção de obter lucro. O mercado audiovisual movimenta bilhões de dólares por ano, só no Brasil.
Exemplos: Investidor anjo, coprodução internacional, pré-venda, etc.
Essas são as opções de patrocínio concedidas pelo governo. Os financiamentos podem ser de fomento direto, normalmente através de editais, que oferecem recursos de fundos; ou de fomento indireto, por meio de leis de incentivo, que fornecem patrocínio via renúncia fiscal.
Exemplos: Lei do Audiovisual, Editais do MinC, Fundo de Cultura do seu estado ou município, etc.
Nesta forma de patrocínio, as empresas associam suas marcas a projetos audiovisuais com intenção de obter visibilidade. Ao financiar um projeto, podendo ou não ser através de uma lei de incentivo, as empresas estão realizando uma ação de marketing cultural.
Exemplos: patrocínio, branded content, product placement, etc.
As outras formas de financiamento são chamadas de alternativas. É aqui que você usa sua criatividade para captar recursos.
Exemplos: crossfunding, nano orçamento, financiamento coletivo, etc.
Você pode escolher a melhor forma de patrocínio para o seu projeto.

Apresentar seu projeto com um look-book bem feito e um ótimo roteiro é uma boa escolha, mas seu possível investidor quer saber mais do que isso, ele quer saber se você vai conseguir realizar seu projeto com um orçamento pequeno.
Resumindo, a parte criativa é extremamente importante, mas quando falamos de dinheiro, o que mais importa é a logística e o planejamento.
Um método que os cineastas podem usar para mostrar uma prova de capacidade na ausência de um portfólio é pegar uma pequena quantia de dinheiro e filmar uma versão curta de sua história.
Esse é um método complicado. O financiamento de filmes não é uma equação. Roteiro + trailer finalizado não significa necessariamente um longa-metragem totalmente financiado.
Se você adota uma abordagem de conseguir um micro-orçamento para filmar uma versão curta de seu filme ou um trailer composto de certas cenas, então o faça bem feito. Tipo, muito, muito bem feito.
Essa abordagem pode ser uma verdadeira faca de dois gumes. Por um lado, sim, faça isso se você está em uma situação em que precisa de uma ferramenta para ajudar os investidores ou financiadores a entender o que é o projeto – digamos que o “tom” da peça seja difícil para as pessoas colocarem no papel ou se você está lidando com investidores que não estão familiarizados com a leitura de roteiros e podem precisar de alguma outra maneira de se envolver na história do filme.
Mas a verdadeira armadilha ao fazer isso é que o cineasta tem que entender que qualquer um que assistir a peça mais curta irá presumir que a qualidade, o valor da produção, o talento de atuação e todos os outros elementos estão representando a forma final do seu projeto.
Você não pode dizer a um investidor algo do tipo: “Quando tivermos dinheiro suficiente, os vampiros não terão dentes de plástico de Halloween, eles serão presas gigantes em CGI pingando sangue!” Não vai colar.
Uma das lições mais humilhantes que você aprende quando você vai atrás de patrocínio para audiovisual no Brasil é que você não é só mais um. Você descobre que todos os possíveis financiadores já foram abordados por alguém parecido com você. Então vá com calma, eles estão cansados de pessoas indo pedir dinheiro para eles. Solicitações muito diretas e agressivas são mal-vistas em qualquer lugar.
Antes de conseguir o almejado patrocínio para o seu projeto audiovisual, você vai receber uma grande quantia de “nãos”. No melhor dos casos você receberá uma negativa junto com uma nota explicativa. Você pode aprender com muitos desses “nãos”.
Se você por exemplo puxou o gatilho cedo demais, e não obteve resposta nenhuma do seu investidor, com certeza na próxima apresentação você estará mais preparado. E nunca prometa algo que você não poderá entregar, como vantagens, créditos, condições suplementares e direitos, etc.
Essa sigla é fundamental para entender como falar com investidores em potencial. Se eles investirem no seu filme, como você garantirá o retorno sobre o investimento?
E sim: alguns investidores não estão nisso só pelo ROI: eles querem apoiar os filmes e cineastas em que acreditam. Mas todos querem saber se você fará o seu melhor para, pelo menos, retornar o investimento.
Nos Estados Unidos, o negócio funciona de outra forma. É uma compra e venda de risco. Se o filme é patrocinado por um estúdio, ele é quem paga o projeto e assume o risco. Se o projeto obter lucros, o estúdio e o produtor ganham juntos.
Quando você pretende produzir um filme independente, você o apresenta para os estúdios e distribuidoras e eles analisam se querem ou não comprar o filme. Ao adquirir o filme, eles não estão o tirando de você, estão prevendo o retorno sobre o investimento a partir do conhecimento deles sobre o mercado.
Se o resultado do filme ficar bom, você tem a possibilidade de vendê-lo para outras distribuidoras e, se o projeto não atender as expectativas, você pode vendê-lo mais barato. O foco neste caso é diminuir o prejuízo. Se a bilheteria do filme for boa, o produtor ganha um bônus dos estúdios.
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]]>Essas leis de incentivo permitem que os contribuintes, pessoas físicas ou jurídicas, façam abatimento ou isenção de determinados impostos, desde que forneçam recursos, por meio de patrocínio, coprodução ou investimento, a projetos audiovisuais.
Simplificando, isso significa que com seu projeto aprovado através de uma dessas leis, você precisará encontrar patrocinadores. Se seu projeto for aprovado em uma lei de incentivo audiovisual e você não conseguir encontrar patrocinadores, você não terá dinheiro para realizá-lo. Pareceu complicado? Calma! Vamos dar mais detalhes sobre as leis mais abaixo.

Um artista, produtor cultural ou instituição, como um museu ou teatro, por exemplo, planeja fazer um evento cultural – um festival, uma exposição, uma feira de livros, entre outros. Para atrair mais patrocinadores, ele pode inscrever seu projeto para análise da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania e com aprovação destes receber os benefícios da Lei de Incentivo à Cultura.
O produtor poderá assim receber recursos junto aos apoiadores (pessoas físicas e jurídicas) oferecendo a eles a oportunidade de abater aquele apoio do Imposto de Renda. O governo brasileiro abre mão do imposto (renúncia fiscal) para que ele seja direcionado à realização de atividades culturais.
Essa lei é muito importante para a sociedade em geral, pois ganha o produtor cultural, ganha o apoiador e ganham os brasileiros, que terão mais opções à disposição e mais acesso à cultura.
Atualmente mais de 1.200 projetos buscando recursos da Lei de Incentivo à Cultura estão parados aguardando liberação da Secretaria Especial da Cultura. Até 17 de março de 2021, segundo o Salicnet (via Folha), site do governo que monitora a lei, eram 1.216 projetos que totalizam R$ 311 milhões.
A inscrição de um projeto na Lei de Incentivo à Cultura é feita pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic).

A Lei do Audiovisual é um mecanismo de apoio indireto a projetos audiovisuais. Ela é um “apoio indireto” porque se dá através de incentivo fiscal, parecida com a Lei de Incentivo à Cultura. Ou seja, permite que contribuintes (pessoas físicas e jurídicas) tenham abatimento ou isenção de tributos, desde que forneçam patrocínio a projetos audiovisuais aprovados na Ancine.
Em 13 de outubro de 2003, a Ancine passou a ser vinculada ao Ministério da Cultura. Com a extinção deste ministério em 2019, foi vinculada ao Ministério da Cidadania.
A Lei do Audiovisual é o nome popular da Lei nº 8.685/1993. Ela é regulada pelo Ministério da Cidadania e tem a liberação de recursos realizada pela Agência Nacional do Cinema (ANCINE). A lei fica aberta para receber inscrições durante o ano todo.
Em resumo, essa lei de incentivo audiovisual permite que pessoas físicas e jurídicas forneçam recursos a projetos audiovisuais aprovados, com abatimento dos valores na declaração do Imposto de Renda. Na prática, significa que o patrocínio sai de graça para quem contribui. Uma empresa que paga R$ 15 milhões de IR, por exemplo, pode oferecer R$ 600 mil.
O funcionamento é baseado, principalmente, nos artigos 1º, 1º-A. O artigo 1º autoriza que sejam abatidos do Imposto de Renda devido 100% dos valores concedidos, e que o patrocinador obtenha Certificados de Investimento Audiovisual (CAV), o que na prática o torna sócio da produção audiovisual. E também, a empresa pode lançar o patrocínio como despesa operacional, assim obtendo lucro fiscal. Pessoa Jurídica pode incentivar com até 3% do que paga de IR e Pessoa física com 6%.
Já o Artigo 1º-A permite aos contribuintes abaterem do Imposto de Renda devido, 100% do valor patrocinado. Pessoa Jurídica pode patrocinar com até 4% do que paga de IR e Pessoa física com 6%. No artigo 1º-A o patrocinador não pode lançar o patrocínio como despesa operacional e nem obter o CAV.
Obviamente, o artigo 1º traz mais vantagens ao patrocinador, sendo assim mais chamativo e interessante à eles, porém ele vincula o patrocinador aos lucros do seu projeto. Quem escolhe em qual artigo enquadrar sua produção é você, o proponente.
Os critérios de contemplação de um projeto são estabelecidos pela ANCINE. Para poder obter os recursos, a apresentação da sua produção deve ser feita de acordo com a Instrução Normativa nº 125/2015 da instituição.
Você precisará preencher o formulário padrão, colocar a sinopse e trazer o argumento e o roteiro do filme, o suporte de captação, o tipo do projeto (documentário, longa-metragem, etc.), entre outras informações básicas. Também é necessário calcular uma estimativa de custos de divulgação, produção, pré-produção, distribuição, custos administrativos e captação.
Algo que é bom salientar é que o proponente só pode ser pessoa jurídica com finalidade (CNAE) nas seguintes áreas:
Pela Lei do Audiovisual podem ser realizadas as seguintes produções:
A ANCINE também atua no Fomento Direto, concedendo apoio a projetos por meio de editais e seleções públicas, de natureza seletiva ou automática, com base no desempenho da obra no mercado ou em festivais, o que inclui a realização do PAR – Prêmio Adicional de Renda e do PAQ – Programa ANCINE de Incentivo à Qualidade do Cinema Brasileiro.
Outro mecanismo inovador de fomento é o Fundo Setorial do Audiovisual, que contempla os diversos segmentos da cadeia produtiva do setor – da produção à exibição, passando pela distribuição/comercialização e pela infraestrutura de serviços – mediante a utilização de diferentes instrumentos financeiros.
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]]>No entanto, embora os produtores geralmente exerçam muitas funções, há uma maneira de separá-los de todos os outros que trabalham em um filme, programa de televisão, programa de rádio ou projeto de teatro. Eles são as pessoas responsáveis por fornecer a infraestrutura, os recursos e a logística necessária que permitem que as pessoas envolvidas apenas com o processo criativo façam suas coisas criativas.
Mas qual o trabalho do produtor exatamente? Os produtores são os executores indispensáveis que lidam com dinheiro, cronogramas, contratos, pessoas e uma infinidade de outras tarefas menos glamorosas que são essenciais para fazer uma produção acontecer (via Career Explorer).
Também é importante notar que o trabalho de um produtor geralmente começa antes mesmo de um projeto criativo ser imaginado. O papel de alguns produtores, especialmente aqueles que trabalham para um único estúdio de cinema ou produtora, pode incluir encontrar projetos em potencial, indo atrás de escritores, diretores, outros produtores e outros criativos que podem ter a próxima grande ideia.
Entre esses criativos podem estar escritores de livros, criadores de quadrinhos e outros detentores de propriedade intelectual cujas obras ou histórias pessoais ou experiências têm potencial para licenciamento como um filme, programa de TV ou produção teatral.
Os produtores mais talentosos – e prolíficos – também vão atrás de investidores, celebridades e pessoas-chave, como agentes de elenco, cineastas e figurinistas. Então, em suma, parece que os produtores são o sistema de apoio aos artistas. Eles são as pessoas que descobrem a história, que conectam os investidores à sua visão e que, em última instância, estruturam o processo tipicamente caótico de produção cinematográfica, televisiva / radiofônica e teatral.
Eles têm a tarefa de permanecer focados no quadro geral – literal e figurativamente – e de garantir que toda a máquina de produção funcione de maneira suave e eficiente, desde a concepção até a conclusão, marketing e público.
Eles são os gerentes, colaboradores, facilitadores e solucionadores de problemas. Já foi dito que os produtores são realmente os adultos na sala, que dão aos sonhadores um lugar seguro para brincar e tecer sua magia.

Portanto, embora o trabalho de um produtor possa ser articulado de mais de uma maneira, está claro que o papel é de visão, liderança, autoridade e controle.
A seguir vamos nos concentrar mais em qual o trabalho do produtor de cinema, televisão ou teatro, com a ênfase principal na produção de filmes. Embora a produção de programas de rádio possa envolver alguns desses aspectos, normalmente é consideravelmente menos complexa.
Em termos mais simples, um produtor tem três áreas principais de responsabilidade:
Essas três áreas de responsabilidade se traduzem em um portfólio bastante grande de trabalho. Os produtores têm controle geral de todos os aspectos de uma produção. Eles reúnem e aprovam toda a equipe de produção. Acima de tudo, eles devem criar um ambiente em que os talentos do elenco e da equipe técnica possam florescer.
Os produtores são responsáveis pelo sucesso do filme acabado, programa de televisão ou produção teatral. Eles o conduzem do início ao fim e além. Não surpreendentemente, então, as responsabilidades do produtor abrangem todas as quatro fases de produção:
O produtor geralmente é a primeira pessoa a se envolver em um projeto. No estágio de desenvolvimento, os produtores costumam ser responsáveis por ter a ideia de uma produção ou selecionar um roteiro. Eles garantem os direitos e escolhem o roteirista e a equipe de edição da história. Eles levantam o financiamento do desenvolvimento e supervisionam o processo de desenvolvimento.
Normalmente, a fase de desenvolvimento é a mais longa e pode levar muitos anos sem nenhuma garantia de que o projeto verá o escuro de um cinema. Após adquirir o direito de desenvolver o material de origem, o produtor trabalhará com o roteirista para desenvolver o roteiro.
À medida que o roteiro avança, um diretor será trazido a bordo que, invariavelmente, contribuirá para o desenvolvimento posterior do roteiro. Juntos, a equipe criativa estabelecerá a melhor maneira de transformar páginas de papel em um filme.
Para dar ao projeto a melhor chance no mercado, o produtor procurará contratar pelo menos um ator de alto nível que satisfaça as necessidades criativas da história, bem como as expectativas de potenciais investidores que buscam mitigar seus riscos.
O produtor deve equilibrar as necessidades de cada parte com a visão geral do projeto, não é incomum que as necessidades criativas e financeiras estejam em conflito uma com a outra.
Qual o trabalho do produtor na pré-produção? Nesta fase, os produtores contratam outros membros importantes da equipe criativa. Isso inclui o diretor de fotografia, a equipe de áudio, os coreógrafos, os figurinistas e os principais membros do elenco. Eles conduzem negociações de salários e contratos e devem estar familiarizados com a legislação local de trabalho e acordos sindicais ou de associações.
Os produtores também ajudam os produtores executivos a arrecadar dinheiro para a produção. Uma vez que o financiamento inicial é garantido, os produtores selecionam chefes de departamentos e outro pessoal de produção. Eles também aprovam locações, a contratação de um estúdio de produção, o roteiro final de filmagem, o cronograma de produção e o orçamento. Tempo e dinheiro gastos de forma inteligente na pré-produção podem reduzir a quantidade de tempo e dinheiro desperdiçada durante o início da produção.
Ao longo das fases de desenvolvimento e pré-produção, é elaborado o pitching para potenciais investidores. Este processo pode envolver uma empresa de financiamento de filmes e rodadas de negócios. O conteúdo que forma um pitching normalmente consiste em:
Quando o filme está em produção, os produtores supervisionam as operações diárias da equipe de produção. Eles são o primeiro ponto de contato para todos os parceiros de produção, investidores e distribuidores. Eles trabalham em estreita colaboração com o diretor e outros criativos importantes, tanto dentro quanto fora do set.
Ao longo dessa etapa, o diretor toma decisões criativas, enquanto o produtor toma as decisões comerciais, financeiras e logísticas, aprovando todas as alterações de roteiro e relatórios de custos. Os produtores fazem sua parte na solução de problemas durante a produção, lidando com atores, equipes e dificuldades técnicas que exigem contratações adicionais. Espera-se que eles forneçam segurança contra o estresse.
Durante a pós-produção, os produtores entram em contato com o diretor e membros da equipe de pós-produção para garantir que as seguintes funções sejam realizadas:
Considerando a amplitude das responsabilidades que acompanham o título de produtor, é raro encontrar um indivíduo que tenha a experiência e a visão para executar com eficácia todas as tarefas em todas as quatro fases da produção. Por isso geralmente são eleitos diversos produtores para cada um cuidar de uma função diferente, logicamente de acordo com o orçamento do filme, como produtor executivo, produtor de elenco, assistente de produção, etc.
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]]>Quer você seja um aspirante a cineasta ou apenas queira ter uma ideia do processo de produção de um filme, aqui está uma análise muito básica do passo a passo para produzir um filme. Pense nisso como um guia para iniciantes no processo de filmagem (via New York Film Academy).

Cada filme que você já viu começou com uma ideia no cérebro de alguém. Embora as coisas mudem à medida que o projeto avança, a história que você inventar no início servirá como a base sobre a qual todo o resto será construído. Comece a pensar sobre o tipo de história que você deseja que seu filme conte e todos os elementos importantes da história envolvidos: enredo, personagens, conflito, etc.
Nossa dica: ideias surgem em nossas cabeças de forma inesperada! Certifique-se de sempre carregar seu telefone ou uma cadernetinha para anotar quaisquer ideias interessantes que aprimorem sua história.
Também é uma boa ideia criar uma pasta na qual você salva artigos de jornais e revistas, trechos de diálogos ouvidos, notas sobre personagens que você vê na rua e até mesmo sonhos. Você pode não saber o que fazer com essas coisas agora, mas chegará o dia em que o fará.

O roteiro é onde você colocará a história, o cenário e o diálogo de forma estruturada. Esta importante ferramenta será usada pelo resto da equipe para saber o que vai acontecer no filme. Você também usará seu próprio roteiro como referência ao longo do processo, já que pode precisar se atualizar em certas ações, linhas de diálogo e muito mais.
Nossa dica: não tenha medo de fazer alterações no roteiro, mesmo depois de achar que ele está pronto. Na maioria das vezes, ideias melhores virão a você bem depois desse estágio do processo de filmagem.
E não tenha medo de deixar seus atores improvisarem, seja no ensaio ou no set. Você pode se surpreender com o que seus atores são capazes de imaginar do ponto de vista de seus personagens. Isso é especialmente verdadeiro para cineastas que podem não ser muito bons para escrever diálogos.

Um storyboard é uma sequência de desenhos que representam as tomadas que você planeja filmar. No passo a passo para produzir um filme, recomendamos altamente este processo porque ajuda a visualizar cada cena e decidir coisas como ângulos de câmera, tamanhos de tomadas, etc. Você descobrirá o verdadeiro valor do seu storyboard quando ele ajudar a comunicar o que você está tentando fazer para outras pessoas no set.
E para aqueles que pensam: “Não consigo desenhar”, fotografar seus storyboards pode ser uma solução rápida. Sua câmera do telefone funciona bem para isso. Basta levar alguns amigos até sua localização e dizer a eles: “Você está aqui, você está aí” e tirar fotos. Tire muitas fotos. De muitos pontos de vista diferentes. Em seguida, selecione aqueles de que você mais gosta e aí está o seu storyboard. Fazer isso tem a vantagem adicional de mostrar o que é realmente possível. Porque muitas vezes desenhamos storyboards e depois descobrimos, para nossa decepção, que teríamos que demolir mais uma parede para obter a perspectiva que imaginamos.
Montar sua equipe pode ser emocionante, recomendamos que você gaste o tempo necessário para encontrar as pessoas certas para o seu filme. Para os membros da tripulação, certifique-se de considerar o trabalho e experiência anteriores deles e solicite o portfólio ou qualquer exemplo, se disponível. Você também deve fazer testes para encontrar os melhores atores e atrizes para seus papéis.
Nossa dica: não se sinta obrigado a incluir amigos e familiares em seu projeto. Este é o seu filme, o que significa escolher as melhores pessoas para o trabalho. Esperançosamente, seus conhecidos são profissionais o suficiente para aceitarem quando você não achar que eles são adequados para o seu projeto.

Você pode precisar construir sets para um cenário que gostaria de ter. Mas para cenas em que um local real funcione, você precisará fazer algumas pesquisas para encontrar as melhores locações. Leve uma câmera com você e viaje o máximo possível, tirando fotos de lugares que você acha que servirão como o cenário perfeito para cenas específicas.
Nossa dica: Sempre considere o espaço necessário para o elenco e a equipe. Não escolha um espaço apertado e estreito, onde apenas os atores vão caber bem e não as câmeras, luzes, etc.

Tudo culmina neste momento. Para se preparar, certifique-se de ter um roteiro de filmagem pronto, juntamente com uma programação organizada do que será filmado e quando. Dê a si mesmo bastante tempo para filmar cenas, para que você nunca se apresse e possa acomodar mudanças ou problemas. É comum que uma cena que dura um minuto no corte final exija mais de cinco horas para ser filmada.
Nossa dica: se o tempo permitir, tente filmar as mesmas cenas de novos ângulos. Dessa forma, você terá mais filmagens para trabalhar e manter seus espectadores envolvidos.

Se você achou que a filmagem demorava, é que você não viu a pós-produção. A pós-produção é quando você edita todas as suas filmagens para criar um corte preliminar do filme. Depois de terminar o corte bruto, você começará a adicionar coisas como efeitos sonoros, música, efeitos visuais e correção de cores. Este processo exigirá o uso de softwares de edição – se você não tiver confiança com esses programas, sinta-se à vontade para encontrar / contratar um editor experiente.
Nossa dica: antes de polir seu corte bruto, mostre-o para pessoas em cujas opiniões você pode confiar. É melhor que você descubra o que não está funcionando agora do que quando seu público estiver assistindo a versão final.
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]]>O post Como é o processo de casting e escolha dos atores? apareceu primeiro em Luz, Câmera e ação! .
]]>O casting é um processo de pré-produção que envolve a escolha de atores para preencher os papéis em um determinado programa de TV, filme, comercial ou peça. Diretores e produtores contratarão um diretor de elenco para supervisionar o processo de casting, que inclui audições, testes de interação e callbacks.
O diretor de elenco frequentemente contratará uma equipe para ajudá-lo a facilitar os aspectos administrativos e organizacionais do processo. O trabalho do diretor de elenco é encontrar o melhor talento possível para os papéis e apresentar essas opções aos diretores e produtores que, então, tomam as decisões finais do elenco.
Enquanto a maioria dos atores faz testes para papéis na TV, longas-metragens, curtas-metragens e peças, alguns atores notáveis recebem papéis sem fazer testes, com base na força de suas atuações anteriores ou potencial para atrair determinados públicos.

O casting é uma das partes mais cruciais do processo de filmagem porque o desempenho do elenco pode impactar significativamente a forma como o público e os críticos recebem um filme. Escolher o ator certo pode aprimorar seu projeto, enquanto um papel errôneo pode diminuir a credibilidade de um personagem em particular, o que pode ser prejudicial para um filme ou programa de TV.
Mesmo que o personagem seja desagradável ou um anti-herói, o público deve acreditar no desempenho do ator para permanecer inserido na história. Encontrar o talento certo para uma função pode ser desafiador porque requer uma combinação de análise crítica, instinto e bom timing.
Diretores independentes notáveis como Spike Lee e David Lynch têm suas próprias dicas exclusivas para o elenco de um filme. Para uma análise geral das etapas essenciais a serem executadas ao lançar seu projeto, confira as dicas a seguir:
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]]>As filmagens de filmes e séries de TV podem ser caóticas. A grande quantidade de detalhes – desde as configurações da câmera até os adereços – que entram na filmagem de cada cena individual pode ser difícil de acompanhar e isso pode causar problemas com um aspecto importante da narrativa chamado continuidade. Erros de continuidade são um dos erros mais comuns em filmes, e podem ocorrer em qualquer produto audiovisual, desde séries de TV independentes de pequeno orçamento a filmes de alta produção de Hollywood (via Masterclass).

Continuidade é o princípio de garantir que todos os detalhes em um filme ou série de TV sejam consistentes de cena a cena. Se uma cena mantém os padrões de continuidade, ela parece fluir perfeitamente da cena anterior, reforçando uma sensação de realismo na história. Na realidade, porém, cada cena pode ter sido filmada em um momento diferente e em uma ordem completamente diferente. Por exemplo, se no início de uma cena um ator pega um copo com a mão direita, a continuidade determina que ele deve segurar aquele copo com a mão direita durante toda a cena.
Problemas de continuidade ocorrem com mais frequência em cenas de ambientação (geralmente chamados de “planos principais” ou “planos gerais”) e planos médios ou close-ups. Os planos de ambientação são uma visão ampla da cena e podem incluir muitos adereços e móveis, enquanto os planos médios e close-ups focam apenas no ator sem muito background. Durante as filmagens, as equipes de set freqüentemente movem todos os adereços e móveis para dentro e para fora da cena para vários tipos de planos. Esse vaivém facilita os erros de continuidade visual surgirem.
Existem várias categorias de continuidade em longas-metragens e séries de TV que os cineastas devem estar cientes durante a produção e pós-produção do filme:

A continuidade no filme é vital para uma boa narrativa porque ajuda a manter os espectadores imersos na história. Os cineastas querem que o público possa prestar atenção à ação e ao diálogo durante sua história como se estivesse acontecendo no mundo real, e quando cada detalhe de um cenário é consistente em toda a cena, o público pode prestar atenção total.
No entanto, se pequenos detalhes forem inconsistentes ou se houver lacunas no enredo na história, os espectadores se distrairão e não conseguirão se concentrar na narrativa; eles vão passar mais tempo pensando sobre os níveis de água flutuantes no copo de um personagem e menos tempo ouvindo o diálogo ou se preocupando com a história. É por isso que manter a continuidade é crucial – porque ela mantém o público envolvido.
Com tantos dias de filmagem e tantos detalhes em cada cena, pode ser extremamente difícil manter a continuidade em um set. Aqui estão algumas dicas:
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]]>Com os smartphones mais novos, a produção de filmes com smartphones foi reinventada devido a última atualização para vídeo 4k que produz numa proporção da tela de 16:9.
Já se foi o tempo que smartphones só capturavam a imagem sem funcionalidade nenhuma, agora eles são concorrentes para a câmera de cinema que é usada por muitos diretores de Hollywood.
Se você falasse com um diretor de fotografia anos atrás sobre filmar um curta-metragem ou longa-metragem em um smartphone, ele riria na sua cara.
Mas as coisas estão mudando no mundo do cinema de hoje, e os diretores de fotografia estão agora pensando sobre usar um smartphone para fazer filmes.
Agora, vários cineastas promissores estão usando essa maneira barata de fazer filmes para criar uma sensação mais cinematográfica de sua visão.
Filmar um filme com um smartphone é a melhor maneira de manter os custos baixos e ainda produzir um filme incrível.
O que todo cineasta independente deseja ao filmar um filme é ter certeza de que ele não se parece com um filme amador.
A principal coisa que o público procura ao assistir a um filme é um filme de aparência profissional para capturar sua atenção enquanto a história se desenrola.
A grande notícia é que os cineastas independentes podem estudar longas-metragens como o filme de Steven Soderbergh “Distúrbio” ou “Tangerina” de Sean Baker, que são exemplos de cinema com iPhone.
Ambos os filmes foram rodados no iPhone 5s, e isso foi há apenas alguns anos atrás.
Agora, com os smartphones mais recentes, a cinematografia de smartphone está em um nível totalmente novo de qualidade.
Lembre-se de que a produção de filmes em smartphones tem suas desvantagens em comparação com uma câmera Red de mais de 20 mil dólares, mas se um cineasta conseguir entender as limitações e se adaptar, o mundo do cinema pode ser reinventado.
Os smartphones de hoje cabem em qualquer bolso.
Já se foram os dias de carregar equipamentos de câmera de cinema para todos os lados entre os sets que levariam horas para montar e desmontar
Além disso, ao gravar um filme com um smartphone, o kit de lente e o kit de som do seu smartphone podem estar com você o tempo todo ao gravar, até mesmo em uma sala do tamanho de um armário.
Você já tem um smartphone? Bem, então você tem uma câmera cinematográfica também.
Com apenas alguns complementos de aplicativos, como Filmic pro e Kodak Cinema Tools, você pode criar vídeos cinematográficos para smartphones que vão surpreender você.
Além disso, ao adicionar um estabilizador de smartphone, você não terá que se preocupar com gimbals grandes e caros para capturar imagens menos tremidas.
Com muitos dos principais smartphones do mercado hoje filmando em 4k, um cineasta pode agora capturar vídeos cinematográficos incríveis com o clique de um botão.
Se você estava preocupado com a qualidade visual de um smartphone, com recursos de vídeo 4k você pode colocar suas preocupações para descansar (via Peek At This).
Agora vamos às nossas dicas de como fazer cinema com celular.
Se o seu telefone tiver esse recurso, use frame rates diferentes. Filme a 24 fps para aquelas filmagens de “aparência cinematográfica”. Filme a 60 fps para filmagens de ação / esportes. Filme com frame rates ainda mais altas para obter algumas belas filmagens em câmera lenta. Tente incorporar uma variedade de frame rates em seus vídeos.
É um equívoco pensar que as câmeras são o que fazem as imagens parecerem cinematográficas. Não são… não necessariamente. É a combinação de vários elementos fílmicos diferentes, como movimento da câmera, movimento dos atores, figurino e cenografia. Mas talvez uma das maiores ferramentas que você tem à sua disposição seja a iluminação. É por isso que é sugerido filmar durante a Golden Hour, um momento antes do nascer do sol e logo após o pôr do sol, porque é quando a luz é suave e quente e linda.
E essa é apenas uma opção muito simples e gratuita. Se você tiver luzes e modificadores, trabalhe em uma configuração de iluminação que torne suas imagens mais cinematográficas e profissionais.

Smartphones não são tão pesados quanto DSLRs ou câmeras de cinema, e eles não foram projetados para gravar vídeo, então você tremerá muito a câmera ao usá-los. É por isso que você pode querer investir em um estabilizador de câmera móvel, como um gimbal ou um equipamento portátil. Suas filmagens não apenas parecerão suaves, mas você também será capaz de realizar aqueles movimentos de câmera que aumentam seu valor de produção.
Por que gravar em 4K em um vídeo de smartphone? Porque dá a você muita latitude e liberdade quando você se dirige para a postagem. Você poderá cortar se quiser, criar um Travelling adicionando alguns keyframes ou reduzir a resolução se quiser.
Se sua câmera permite que você defina configurações personalizadas, faça-o! Ajuste a velocidade do obturador, abertura e ISO para obter a imagem desejada. Você pode até mesmo ser capaz de ajustar a profundidade de campo para obter aquele bokeh bonito que geralmente falta na cinematografia de smartphones.
Se sua câmera não permite que você defina configurações personalizadas, há vários aplicativos que permitem que você faça isso, como o FiLMic Pro que é usado pelo Sean Baker e pelo Steven Soderbergh. E custa apenas $15.
Eu sei que a produção de filmes com smartphones ainda é meio rejeitada e vista como pouco profissional. Mas ouça, tantos trabalhos lindos, cinematográficos e de nível profissional foram filmados com smartphones. Não trate seu telefone como um telefone! Sean Baker filmou Tangerina em um iPhone 5 e Steven Soderbergh filmou High Flying Bird em um iPhone 8 (e Distúrbio em um iPhone 7)… é claro que eles não tratavam seus telefones como telefones; eles os tratavam como ferramentas cinematográficas. Você deveria fazer o mesmo.
Compre algumas lentes de smartphone de boa qualidade. Como por exemplo as lentes Moment ou as lentes Moondog Labs. Ambas as empresas são muito boas (via No Film School).
Você quer fazer cinema com celular? Quais são as principais coisas que você acha que os novos cineastas deveriam saber sobre filmar com smartphones? Deixe-nos saber nos comentários. E não esqueça de compartilhar o post com seus amigos.
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]]>Quando se assiste a um filme, por mais natural que a iluminação pareça, existe um grande planejamento e equipe por trás para que isso aconteça. Isso porque o olho humano é sensível a uma faixa restrita do espectro do campo de ondas eletromagnéticas. Em contrapartida, as câmeras – tanto fotográficas quanto cinematográficas – não apresentam estas mesmas restrições, sendo capazes de captar e gravar as imagens de forma mais contrastada e realçada do que a realidade. E é justamente aí que a iluminação entra: para gerar o equilíbrio.
Logo nos primórdios do cinema, as gravações eram feitas com a luz natural do Sol, como a única referência existente. Mas, como a luz tem principalmente a função de iluminar os atores e criar ambientes diversos, ajudando também a separar planos e enquadramentos e dar profundidade, o uso das luzes artificiais tornou-se indispensável. Tanto por não deixarem as filmagens totalmente dependentes das luzes do Sol ou da Lua, quanto por apresentarem uma maior gama de possibilidades, além de uma melhor qualidade da imagem. Sem elas, as sombras poderiam sair totalmente pretas e os destaques completamente brancos.
No entanto, nem sempre a proposta de um filme é replicar uma realidade natural, próxima à qual estamos acostumados. Em gêneros como o terror e a fantasia, ou até mesmo o noir, quando a ideia é distorcer a realidade para o público, a luz também é fundamental para que isso aconteça. Diferentes técnicas de contraste, realce de sombras e até mesmo a combinação de luzes de diferentes temperaturas ajudam a construir e modular as emoções dos espectadores, criando climas de suspense e mistério, por exemplo. O mesmo pode acontecer com produções do cinema novo, em que se faz uso de uma iluminação saturada, beirando ao desconforto.
Além do planejamento – conhecido também como mapa de luz, em que se realiza um estudo da planta do set, para avaliar as possibilidades de encaixe das luzes – e de uma equipe por trás, para que haja uma boa iluminação nos filmes, é necessário também conhecer bem os equipamentos. Confira abaixo exemplos de alguns dos equipamentos mais usados em filmagens e suas principais funções:
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