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]]>Não subestime o poder da maquiagem no audiovisual! (via cinelinx).

Enquanto Edward Mãos de Tesoura pode ser um dos personagens mais amados de Burton por causa da atuação de Johnny Depp, o personagem também é memorável por sua aparência. Para começar, há seu cabelo de ninho de pássaro. A aparência rala de teia de aranha não só reafirmou o público sobre a existência triste, solitária e sem pais de Edward, mas também se tornou um identificador fácil para o estilo gótico de Burton. Na verdade, o penteado selvagem, indomado, mas sólido, de Edward era semelhante ao de Beetlejuice, cujo filme foi lançado dois anos antes, e seria semelhante a muitos outros personagens que veríamos em filmes posteriores de Burton.
A maquiagem branca pastosa de Edward ajudou o público a entender que ele não era apenas um homem normal. A cor pálida de sua pele ajudava a destacar seu cabelo e roupas pretas, mas também era usada para enfatizar as cicatrizes em relevo em seu rosto. Ao direcionar a atenção do público para as feridas auto infligidas acidentalmente, o público de certa forma sente pena de Edward, o que é uma necessidade para a história funcionar. E o personagem Edward Mãos de Tesoura também deve muito ao supervisor de efeitos especiais Stan Winston, que já havia trabalhado em Aliens, O Enigma de Outro Mundo e O Exterminador do Futuro. Especificamente, Winston trouxe seu conhecimento de próteses funcionais para Edward Mãos de Tesoura para criar a característica mais memorável do personagem.

Enquanto a maioria dos filmes de Cronenberg apresenta trabalhos de maquiagem louváveis, aqui escolhemos destacar A Mosca porque os efeitos de maquiagem são uma parte muito importante do filme e de sua história. O filme rendeu um Oscar para o artista Chris Walas e para o trabalho de sua equipe na transformação do cientista Seth Brundle em um híbrido humano / mosca. O filme é considerado uma metáfora para os efeitos do envelhecimento e, portanto, a equipe de efeitos se concentrou em fazer a aparência de Brundle parecer mais frágil com o tempo. Isso inclui manchas na pele, queda de cabelo e postura corporal cada vez mais curvada. Eles começaram criando primeiro o visual do estágio final da transformação e, a partir daí, retrocederam para representar as diferentes etapas durante o curso do filme. Cronenberg realmente queria mostrar o desamparo de todos nós à medida que envelhecemos, e ele usou cenas como as unhas de Brundle caindo para nos lembrar de nossa mortalidade. Embora grotescos e perturbadores, os efeitos de maquiagem e criatura usados em A Mosca são eficazes.

A maquiagem no audiovisual permite que os atores se transformem em seus papéis, e nenhum filme destacou essa observação tão bem quanto Tootsie. No filme, Dustin Hoffman interpreta um ator chamado Michael Dorsey, que não consegue um emprego como ele mesmo. Como resultado, ele se veste de mulher e cria uma nova identidade. Ele se apaixona por sua nova persona e, devido ao seu sucesso, torna-se mais confiante. O filme torna-se, portanto, uma exploração interessante da beleza interna e externa, bem como do impacto que a maquiagem e a aparência podem ter na vida de um indivíduo. Por um lado, a maquiagem deixa Dorsey mais perceptível e, quando as pessoas o notam, valorizam seus talentos. Por outro lado, uma vez que ele se torna esse novo personagem, ele percebe coisas que nunca havia notado sobre si mesmo, das quais sente falta. Quando Dustin Hoffman se inscreveu para o papel, ele queria ter certeza de que a personagem feminina que interpretou parecia o mais realista possível. A equipe de maquiagem passou por várias rodadas de testes a fim de obter o visual perfeito no filme.

O Mágico de Oz foi a maior produção cinematográfica de seu tempo e realmente preparou o cenário de maquiagem e figurinos sofisticados para as décadas seguintes. Com tantos personagens que precisavam de maquiagem antes de filmar, o estúdio realmente criou uma “linha de montagem” para reduzir o tempo de preparação. Esse planejamento avançado para aspectos da produção, como maquiagem, foi um importante ponto de inflexão na produção de filmes que mais tarde se tornaria uma necessidade à medida que os filmes se tornassem maiores e mais complicados. Para o público, foi emocionante ver um filme mainstream com personagens variados e de aparência realista que não eram humanos. O sucesso e o status duradouro do filme ajudaram a convencer os estúdios de que maquiagem e efeitos de figurino mais realistas podiam valer o esforço extra.
Na verdade, os atores de Mágico de Oz enfrentaram muita luta para fazer tudo certo. O Homem de Lata originalmente deveria ser interpretado por Buddy Ebsun, mas ele desenvolveu uma alergia à maquiagem que o levou ao hospital por 6 semanas para se recuperar. Jack Haley foi o seu substituto e ele teve que trabalhar em um terno de metal incrivelmente restritivo que não lhe permitia sentar. Os trajes e a maquiagem do Leão Covarde, do Espantalho e da Bruxa Má eram tão realistas que os funcionários da MGM que não faziam parte da produção pensaram que eram reais. A MGM fazia com que os atores que representavam esses personagens almoçassem em seus trailers quando fantasiados, porque assustavam demais as pessoas. Por fim, o filme também desenhou seus figurinos e maquiagem em torno do processo Technicolor. A filmagem colorida exigia muita iluminação, então a maquiagem não precisava destacar as características faciais tanto quanto era típico em preto e branco. Em vez de chinelos prateados como no livro, um dos diretores do filme escolheu chinelos vermelho rubi para destacar o efeito de cor. Da mesma forma, o branco não ficava bem em Technicolor, então, em vez disso, um tom claro de rosa foi usado onde trajes brancos eram necessários, como a blusa de Dorothy.
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]]>Essas leis de incentivo permitem que os contribuintes, pessoas físicas ou jurídicas, façam abatimento ou isenção de determinados impostos, desde que forneçam recursos, por meio de patrocínio, coprodução ou investimento, a projetos audiovisuais.
Simplificando, isso significa que com seu projeto aprovado através de uma dessas leis, você precisará encontrar patrocinadores. Se seu projeto for aprovado em uma lei de incentivo audiovisual e você não conseguir encontrar patrocinadores, você não terá dinheiro para realizá-lo. Pareceu complicado? Calma! Vamos dar mais detalhes sobre as leis mais abaixo.

Um artista, produtor cultural ou instituição, como um museu ou teatro, por exemplo, planeja fazer um evento cultural – um festival, uma exposição, uma feira de livros, entre outros. Para atrair mais patrocinadores, ele pode inscrever seu projeto para análise da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania e com aprovação destes receber os benefícios da Lei de Incentivo à Cultura.
O produtor poderá assim receber recursos junto aos apoiadores (pessoas físicas e jurídicas) oferecendo a eles a oportunidade de abater aquele apoio do Imposto de Renda. O governo brasileiro abre mão do imposto (renúncia fiscal) para que ele seja direcionado à realização de atividades culturais.
Essa lei é muito importante para a sociedade em geral, pois ganha o produtor cultural, ganha o apoiador e ganham os brasileiros, que terão mais opções à disposição e mais acesso à cultura.
Atualmente mais de 1.200 projetos buscando recursos da Lei de Incentivo à Cultura estão parados aguardando liberação da Secretaria Especial da Cultura. Até 17 de março de 2021, segundo o Salicnet (via Folha), site do governo que monitora a lei, eram 1.216 projetos que totalizam R$ 311 milhões.
A inscrição de um projeto na Lei de Incentivo à Cultura é feita pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic).

A Lei do Audiovisual é um mecanismo de apoio indireto a projetos audiovisuais. Ela é um “apoio indireto” porque se dá através de incentivo fiscal, parecida com a Lei de Incentivo à Cultura. Ou seja, permite que contribuintes (pessoas físicas e jurídicas) tenham abatimento ou isenção de tributos, desde que forneçam patrocínio a projetos audiovisuais aprovados na Ancine.
Em 13 de outubro de 2003, a Ancine passou a ser vinculada ao Ministério da Cultura. Com a extinção deste ministério em 2019, foi vinculada ao Ministério da Cidadania.
A Lei do Audiovisual é o nome popular da Lei nº 8.685/1993. Ela é regulada pelo Ministério da Cidadania e tem a liberação de recursos realizada pela Agência Nacional do Cinema (ANCINE). A lei fica aberta para receber inscrições durante o ano todo.
Em resumo, essa lei de incentivo audiovisual permite que pessoas físicas e jurídicas forneçam recursos a projetos audiovisuais aprovados, com abatimento dos valores na declaração do Imposto de Renda. Na prática, significa que o patrocínio sai de graça para quem contribui. Uma empresa que paga R$ 15 milhões de IR, por exemplo, pode oferecer R$ 600 mil.
O funcionamento é baseado, principalmente, nos artigos 1º, 1º-A. O artigo 1º autoriza que sejam abatidos do Imposto de Renda devido 100% dos valores concedidos, e que o patrocinador obtenha Certificados de Investimento Audiovisual (CAV), o que na prática o torna sócio da produção audiovisual. E também, a empresa pode lançar o patrocínio como despesa operacional, assim obtendo lucro fiscal. Pessoa Jurídica pode incentivar com até 3% do que paga de IR e Pessoa física com 6%.
Já o Artigo 1º-A permite aos contribuintes abaterem do Imposto de Renda devido, 100% do valor patrocinado. Pessoa Jurídica pode patrocinar com até 4% do que paga de IR e Pessoa física com 6%. No artigo 1º-A o patrocinador não pode lançar o patrocínio como despesa operacional e nem obter o CAV.
Obviamente, o artigo 1º traz mais vantagens ao patrocinador, sendo assim mais chamativo e interessante à eles, porém ele vincula o patrocinador aos lucros do seu projeto. Quem escolhe em qual artigo enquadrar sua produção é você, o proponente.
Os critérios de contemplação de um projeto são estabelecidos pela ANCINE. Para poder obter os recursos, a apresentação da sua produção deve ser feita de acordo com a Instrução Normativa nº 125/2015 da instituição.
Você precisará preencher o formulário padrão, colocar a sinopse e trazer o argumento e o roteiro do filme, o suporte de captação, o tipo do projeto (documentário, longa-metragem, etc.), entre outras informações básicas. Também é necessário calcular uma estimativa de custos de divulgação, produção, pré-produção, distribuição, custos administrativos e captação.
Algo que é bom salientar é que o proponente só pode ser pessoa jurídica com finalidade (CNAE) nas seguintes áreas:
Pela Lei do Audiovisual podem ser realizadas as seguintes produções:
A ANCINE também atua no Fomento Direto, concedendo apoio a projetos por meio de editais e seleções públicas, de natureza seletiva ou automática, com base no desempenho da obra no mercado ou em festivais, o que inclui a realização do PAR – Prêmio Adicional de Renda e do PAQ – Programa ANCINE de Incentivo à Qualidade do Cinema Brasileiro.
Outro mecanismo inovador de fomento é o Fundo Setorial do Audiovisual, que contempla os diversos segmentos da cadeia produtiva do setor – da produção à exibição, passando pela distribuição/comercialização e pela infraestrutura de serviços – mediante a utilização de diferentes instrumentos financeiros.
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]]>Quer você seja um aspirante a cineasta ou apenas queira ter uma ideia do processo de produção de um filme, aqui está uma análise muito básica do passo a passo para produzir um filme. Pense nisso como um guia para iniciantes no processo de filmagem (via New York Film Academy).

Cada filme que você já viu começou com uma ideia no cérebro de alguém. Embora as coisas mudem à medida que o projeto avança, a história que você inventar no início servirá como a base sobre a qual todo o resto será construído. Comece a pensar sobre o tipo de história que você deseja que seu filme conte e todos os elementos importantes da história envolvidos: enredo, personagens, conflito, etc.
Nossa dica: ideias surgem em nossas cabeças de forma inesperada! Certifique-se de sempre carregar seu telefone ou uma cadernetinha para anotar quaisquer ideias interessantes que aprimorem sua história.
Também é uma boa ideia criar uma pasta na qual você salva artigos de jornais e revistas, trechos de diálogos ouvidos, notas sobre personagens que você vê na rua e até mesmo sonhos. Você pode não saber o que fazer com essas coisas agora, mas chegará o dia em que o fará.

O roteiro é onde você colocará a história, o cenário e o diálogo de forma estruturada. Esta importante ferramenta será usada pelo resto da equipe para saber o que vai acontecer no filme. Você também usará seu próprio roteiro como referência ao longo do processo, já que pode precisar se atualizar em certas ações, linhas de diálogo e muito mais.
Nossa dica: não tenha medo de fazer alterações no roteiro, mesmo depois de achar que ele está pronto. Na maioria das vezes, ideias melhores virão a você bem depois desse estágio do processo de filmagem.
E não tenha medo de deixar seus atores improvisarem, seja no ensaio ou no set. Você pode se surpreender com o que seus atores são capazes de imaginar do ponto de vista de seus personagens. Isso é especialmente verdadeiro para cineastas que podem não ser muito bons para escrever diálogos.

Um storyboard é uma sequência de desenhos que representam as tomadas que você planeja filmar. No passo a passo para produzir um filme, recomendamos altamente este processo porque ajuda a visualizar cada cena e decidir coisas como ângulos de câmera, tamanhos de tomadas, etc. Você descobrirá o verdadeiro valor do seu storyboard quando ele ajudar a comunicar o que você está tentando fazer para outras pessoas no set.
E para aqueles que pensam: “Não consigo desenhar”, fotografar seus storyboards pode ser uma solução rápida. Sua câmera do telefone funciona bem para isso. Basta levar alguns amigos até sua localização e dizer a eles: “Você está aqui, você está aí” e tirar fotos. Tire muitas fotos. De muitos pontos de vista diferentes. Em seguida, selecione aqueles de que você mais gosta e aí está o seu storyboard. Fazer isso tem a vantagem adicional de mostrar o que é realmente possível. Porque muitas vezes desenhamos storyboards e depois descobrimos, para nossa decepção, que teríamos que demolir mais uma parede para obter a perspectiva que imaginamos.
Montar sua equipe pode ser emocionante, recomendamos que você gaste o tempo necessário para encontrar as pessoas certas para o seu filme. Para os membros da tripulação, certifique-se de considerar o trabalho e experiência anteriores deles e solicite o portfólio ou qualquer exemplo, se disponível. Você também deve fazer testes para encontrar os melhores atores e atrizes para seus papéis.
Nossa dica: não se sinta obrigado a incluir amigos e familiares em seu projeto. Este é o seu filme, o que significa escolher as melhores pessoas para o trabalho. Esperançosamente, seus conhecidos são profissionais o suficiente para aceitarem quando você não achar que eles são adequados para o seu projeto.

Você pode precisar construir sets para um cenário que gostaria de ter. Mas para cenas em que um local real funcione, você precisará fazer algumas pesquisas para encontrar as melhores locações. Leve uma câmera com você e viaje o máximo possível, tirando fotos de lugares que você acha que servirão como o cenário perfeito para cenas específicas.
Nossa dica: Sempre considere o espaço necessário para o elenco e a equipe. Não escolha um espaço apertado e estreito, onde apenas os atores vão caber bem e não as câmeras, luzes, etc.

Tudo culmina neste momento. Para se preparar, certifique-se de ter um roteiro de filmagem pronto, juntamente com uma programação organizada do que será filmado e quando. Dê a si mesmo bastante tempo para filmar cenas, para que você nunca se apresse e possa acomodar mudanças ou problemas. É comum que uma cena que dura um minuto no corte final exija mais de cinco horas para ser filmada.
Nossa dica: se o tempo permitir, tente filmar as mesmas cenas de novos ângulos. Dessa forma, você terá mais filmagens para trabalhar e manter seus espectadores envolvidos.

Se você achou que a filmagem demorava, é que você não viu a pós-produção. A pós-produção é quando você edita todas as suas filmagens para criar um corte preliminar do filme. Depois de terminar o corte bruto, você começará a adicionar coisas como efeitos sonoros, música, efeitos visuais e correção de cores. Este processo exigirá o uso de softwares de edição – se você não tiver confiança com esses programas, sinta-se à vontade para encontrar / contratar um editor experiente.
Nossa dica: antes de polir seu corte bruto, mostre-o para pessoas em cujas opiniões você pode confiar. É melhor que você descubra o que não está funcionando agora do que quando seu público estiver assistindo a versão final.
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]]>O casting é um processo de pré-produção que envolve a escolha de atores para preencher os papéis em um determinado programa de TV, filme, comercial ou peça. Diretores e produtores contratarão um diretor de elenco para supervisionar o processo de casting, que inclui audições, testes de interação e callbacks.
O diretor de elenco frequentemente contratará uma equipe para ajudá-lo a facilitar os aspectos administrativos e organizacionais do processo. O trabalho do diretor de elenco é encontrar o melhor talento possível para os papéis e apresentar essas opções aos diretores e produtores que, então, tomam as decisões finais do elenco.
Enquanto a maioria dos atores faz testes para papéis na TV, longas-metragens, curtas-metragens e peças, alguns atores notáveis recebem papéis sem fazer testes, com base na força de suas atuações anteriores ou potencial para atrair determinados públicos.

O casting é uma das partes mais cruciais do processo de filmagem porque o desempenho do elenco pode impactar significativamente a forma como o público e os críticos recebem um filme. Escolher o ator certo pode aprimorar seu projeto, enquanto um papel errôneo pode diminuir a credibilidade de um personagem em particular, o que pode ser prejudicial para um filme ou programa de TV.
Mesmo que o personagem seja desagradável ou um anti-herói, o público deve acreditar no desempenho do ator para permanecer inserido na história. Encontrar o talento certo para uma função pode ser desafiador porque requer uma combinação de análise crítica, instinto e bom timing.
Diretores independentes notáveis como Spike Lee e David Lynch têm suas próprias dicas exclusivas para o elenco de um filme. Para uma análise geral das etapas essenciais a serem executadas ao lançar seu projeto, confira as dicas a seguir:
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]]>A regra dos terços, estabelecida pela primeira vez em 1797 pelo pintor inglês John Thomas Smith, recomenda que uma imagem seja dividida em três seções, tanto horizontal quanto verticalmente. A imagem deve então ser composta de forma que os elementos mais importantes da cena passem pelas linhas divisórias entre os terços.

Isso pode incluir objetos ou personagens na cena e elementos de perspectiva fundamentais, como a linha do horizonte. A regra dos terços nunca deve ser tratada como uma lei, mas certamente serve como um ponto de partida útil para explorar a configuração de uma cena. A assimetria de elementos alinhados a essas linhas divisórias cria uma tensão e peso para a cena que não estaria presente se um item em destaque fosse simplesmente centralizado no quadro.
Uma boa regra prática é dar 2/3 do quadro ao assunto da foto e ⅓ a outros elementos significativos. Isso está de acordo com a famosa regra de Hitchcock de que “o tamanho de um objeto no quadro deve ser igual à sua importância na história naquele momento.” Então, em uma cena por cima do ombro, seria enquadrado ⅔ assunto, 1/3 do ombro. E para um close-up, será 2/3 do sujeito e 1/3 do espaço principal vazio.
Isso não quer dizer que você nunca deve centralizar um objeto, às vezes é essencial para ilustrar a centralidade de comando de um personagem ou o símbolo em uma cena. Possivelmente, a aplicação mais comum da regra dos terços é no enquadramento de um plano médio ou aberto, em que o assunto principal é posicionado na linha divisória esquerda ou direita, neste caso a linha do olho é normalmente posicionada para cruzar com a linha horizontal superior.

Em geral, as linhas diagonais são altamente desejáveis no enquadramento, pois indicam a perspectiva. já que tradicionalmente o cinema é uma forma de arte bidimensional, as linhas de perspectiva são importantes para adicionar profundidade às cenas.

Aqui em cima reformulamos a cena para incluir perspectiva e você consegue ver instantaneamente a transformação no apelo visual. Esse enquadramento também ajuda o público a construir seu mapa mental do ambiente.
Ao definir a perspectiva em um enquadramento, tente manter o ponto de fuga, o ponto no qual todas as linhas de perspectiva convergem para fora do quadro:

Isso cria um forte senso de que o set continua além das fronteiras do quadro da câmera. Feito da maneira certa, um estúdio ou mesmo um pequeno apartamento de um quarto pode ser montado para parecer um espaço muito maior.
Uma técnica da teoria de enquadramento menos conhecida, mas útil, é o método dos triângulos de ouro. Nesta técnica, a imagem é dividida em uma de suas diagonais, formando dois triângulos, em seguida, um dos triângulos é dividido novamente para formar dois triângulos retos com a linha comum conectando-se a um dos cantos restantes da imagem. O princípio fundamental é posicionar os elementos da cena aproximadamente das dimensões desses três triângulos:

Obviamente, essa técnica funciona melhor para cenas com fortes características diagonais. É raro que você tenha elementos diagonais que correspondam a cada um dos três triângulos, alinhar um assunto principal com um dos triângulos é suficiente para que a técnica funcione. O método dos triângulos de ouro é na verdade um exemplo do princípio muito mais amplo de linhas principais: Fortes linhas geométricas em um quadro que levam o olhar ao objeto pretendido.

É possível que um personagem menor do que os outros objetos enquadrados ainda chame a atenção do espectador, simplesmente porque as linhas principais no enquadramento direcionam o olhar em sua direção. As linhas principais podem ser linhas de perspectiva ou adereços com espaçamento uniforme. Não é incomum que os diretores organizem os atores com base na altura física para criar linhas principais.
A seguir, vamos dar uma olhada no ângulo e no posicionamento da própria câmera. A recomendação típica é posicionar a câmera no nível dos olhos ou ligeiramente abaixo em relação aos atores.

À medida que você se move de close-ups para planos mais amplos, é mais natural aproximar a câmera da altura da cintura.

Diferentes efeitos dramáticos são causados de acordo com o ângulo da câmera, filmar um objeto de cima para baixo diminuirá sua estatura. Ao filmar de baixo para cima, ele parecerá mais imponente e poderoso. É bom deixar claro que isso funciona em ajustes bastante sutis de ângulo, mudanças mais significativas de ângulo serão vistas pelo público como uma escolha criativa, em vez de um indicador do equilíbrio de poder entre os personagens.
As linhas de perspectiva novamente entram em jogo aqui, sem a perspectiva adequada nos fundos, o ângulo da câmera pode não ser tão óbvio para o público. Os objetos em primeiro plano também ajudam o público a avaliar o ângulo da câmera. Você pode mudar progressivamente a altura da câmera ao longo de uma cena para articular mudanças no equilíbrio de poder entre os personagens.
É muito comum lidar com personagens de alturas diferentes, em tais casos, filmar no nível dos olhos de um personagem irá enquadrar o outro de forma desajeitada, invés disso, tente dividir a diferença enquanto favorece ligeiramente o nível dos olhos do assunto principal.
Se você tentar manter todas essas regras de teoria de enquadramento em mente, você terá um problema significativo imediatamente ao parar de organizar todos os ângulos da câmera. E esse problema é o seguinte: o design de cena definido que funciona para um ângulo parecerá desequilibrado para outro. A solução? Engane. Como cada movimento de câmera normalmente é filmado como uma tomada separada, com exceção de uma filmagem com várias câmeras, você pode alterar o design de um cenário de maneiras sutis sem quebrar a continuidade. Talvez você mova a mesa de centro para mais perto de um ator do que estava em um ângulo anterior, ou vire o ator um pouco para que seu perfil funcione melhor em uma tomada por cima do ombro.
Freqüentemente, trapacear é necessário para colocar certos elementos da cena em destaque. A menos que você diga que tem paredes removíveis, pode ser necessário reposicionar os itens de primeiro plano para que eles ainda apareçam no quadro das câmeras quando elas forem colocadas contra uma das paredes do cenário .

Nesta cena acima, precisávamos cortar para o reverso, mas o espaço apertado entre a câmera e a parede torna o enquadramento do primeiro plano estranho. Para resolver o problema, ajustamos o posicionamento da mesa e do ator para uma aparência mais natural. Preste atenção à continuidade espacial, mas não deixe que ela domine a criatividade de sua composição.
Como já vimos, o objeto principal de um enquadramento pode ser ressaltado por linhas principais, mas as propriedades ópticas de uma lente fornecem outros meios de se fazer isso. Quando a abertura da lente está totalmente aberta, apenas uma pequena parte da cena estará em foco. Essa parte da cena que permanece em foco é chamada de profundidade de campo.

É claro para o público que o que está em foco é o que importa. Em uma cena de duas pessoas ou sobre o ombro, podemos mover o centro do foco para direcionar o público para onde quisermos que ele se envolva.

Nessa cena acima, por exemplo, nossa atenção é desviada para o personagem que está em pé falando.
Para criar um efeito de profundidade de campo forte, você pode precisar reduzir a iluminação geral em sua cena, pois abrir a abertura da lente para criar o efeito aumentará a exposição da foto. Como alternativa, adicionar um filtro de densidade neutra na frente da lente interromperá a iluminação sem a necessidade de ajustar as luzes individuais.
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]]>O post Cenas de cobertura: O que é necessário para a edição? apareceu primeiro em Luz, Câmera e ação! .
]]>Primeiro vamos olhar para o método clássico de cobertura da master scene e, em seguida, discutiremos porque ela não funciona para grande parte do cinema moderno (via moviola.com).

Provavelmente, o método mais tradicional de cobertura é chamado de método de master scene. Neste método você começa filmando um plano aberto de toda a cena. Normalmente a cena inteira é filmada com o plano aberto. Se você tiver o luxo de poder filmar com duas câmeras, você conseguirá filmar o master ao mesmo tempo que filma outros ângulos, mas isso pode causar problemas com as configurações de iluminação personalizadas para os close-ups. Depois de filmar o master shot, você procede sistematicamente para dividir a filmagem para incluir todos os outros ângulos que serão necessários para a edição final.
Filmar em master às vezes é considerado um pouco antiquado. Hoje em dia, os editores preferem controlar o que o público vê no início de uma cena e só revelar mais conforme necessário, o que mantém o público focado na intenção de descobrir o que está sendo escondido. No entanto, filmar em master ainda é uma boa prática de trabalho, mesmo que seja apenas para dar ao editor uma referência quanto ao design real da cena.
Então, quais ângulos são necessários para criar imagens de cobertura suficientes? Vamos começar falando de um diálogo simples. Para o diálogo básico, existem quatro posições essenciais da câmera: um par de close-ups e um par de filmagens sobre o ombro:

Esses quatro ângulos facilitam o corte entre o diálogo dos dois personagens, enquanto fornecem variação suficiente para evitar que a cena pareça muito estática. Mas se suas cenas de diálogo forem extremamente breves, você pode filmar apenas duas dessas posições, talvez por cima do ombro para um dos personagens e um close-up para o outro. Lembre-se de que quanto mais ângulos você filma, mais opções você dá ao editor.
Para cenas mais longas, você descobrirá que essas quatro posições de câmera não serão suficientes. Cortar constantemente entre apenas quatro ângulos vai começar a cansar o público e matar a energia da cena. Para remediar isso, inclua alguns planos mais abertos adicionais, insira inserts de detalhes relevantes da cena e possivelmente até mesmo alguns close-ups extremos para momentos altamente expressivos dos atores.
Filmar com Steadicam na mão normalmente adiciona um pouco mais de energia cinética a uma cena do que simplesmente colocar a câmera em um tripé. E lembre-se de que você pode variar o ângulo e a posição das câmeras ao longo de uma cena para indicar mudanças de poder e mudanças na dinâmica entre os personagens.
A ordem das filmagens depende de você, mas, a menos que haja um problema, tente filmar a cena inteira em cada ângulo. Se você tiver mais de uma câmera, poderá filmar um close-up e um plano por cima do ombro na mesma tomada. Mas geralmente é mais fácil filmar cada plano separadamente, permitindo que você se concentre na captura do melhor desempenho para aquele ângulo, além de prestar atenção aos problemas de continuidade.
É importante manter todas as posições de câmeras em um só lado dos atores, isso está dentro de uma das regras fundamentais de cobertura geralmente conhecida como regra dos 180 graus:

A regra dos 180 graus fala que a sua cobertura precisará respeitar a linha de interesse formada entre dois personagens em diálogo. Em outras palavras, todas as câmeras devem ser posicionadas de forma que, independentemente da cena, um personagem sempre apareça à esquerda da tela e outro à direita da tela.
Seria ótimo se pudéssemos filmar cenas de cobertura em todos os ângulos imagináveis e deixar o editor se afogando em material útil. Mas mesmo que o relógio não seja um problema para você, com os aluguéis de equipamentos e estúdio, em algum ponto, seus atores começarão a entrar em colapso sob os efeitos desidratantes de sua iluminação. Portanto, uma parte muito prosaica da magia do cinema é fazer concessões para obter o máximo de cobertura com um número mínimo de filmagens.

Aqui em cima temos uma economia óbvia para um plano por cima do ombro, em vez de criar planos exclusivos por cima do ombro para os personagens B e C, filmamos um único plano por cima do ombro enquadrando os dois personagens. Agrupar personagens é uma maneira útil de reduzir o número de ângulos necessários para a cena, ao mesmo tempo que comunica alianças através da imagem. Neste primeiro enquadramento mostrado aqui em cima, o rapaz e a moça sentados na sala são vistos como uma unidade combinada, talvez marido e mulher, namorado e namorada ou colegas de quarto. Mas aqui embaixo os dois homens são vistos como potencialmente aliados, enquanto a menina está separada deles:

Possivelmente nesta cena há uma divisão de gênero na maneira como a situação está sendo vista pelos dois conjuntos de personagens. O enquadramento pode não ser ideal, mas serve bem para comunicar quais personagens são aliados e para cobrir as reações de ambos os homens ao que a garota possa estar dizendo.
Depois de cuidar de sua cobertura primária, ainda há alguns problemas a serem enfrentados. Primeiro são as entradas e saídas. Assistir ao processo de alguém entrando em uma cena pode ser um pouco tedioso, mas a história precisa ser contada, caso contrário, o surgimento repentino de um novo personagem em uma cena não fará sentido. Então, grave uma boa cobertura de qualquer entrada ou saída de personagens que aconteça durante o curso dos eventos em uma cena, incluindo close-ups de mãos e maçanetas, planos médios e abertos da entrada ou saída e filmagens da reação dos outros personagens.
Você pode nem usar nenhuma dessas filmagens na edição, um editor pode simplesmente referir-se ao fechamento da porta fora do quadro com um efeito sonoro, mas é importante ter as filmagens disponíveis se necessário. Outras tomadas que valem a pena incluir na cobertura são tomadas de inserts de quaisquer objetos importantes na cena, e algumas tomadas de reação geral dos vários personagens para fornecer uma paleta emocional adicional para o editor.
Vamos revisar:
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O post Cenas de cobertura: O que é necessário para a edição? apareceu primeiro em Luz, Câmera e ação! .
]]>O post Continuidade no Filme: Principais fundamentos para manter a fluidez nas suas filmagens apareceu primeiro em Luz, Câmera e ação! .
]]>As filmagens de filmes e séries de TV podem ser caóticas. A grande quantidade de detalhes – desde as configurações da câmera até os adereços – que entram na filmagem de cada cena individual pode ser difícil de acompanhar e isso pode causar problemas com um aspecto importante da narrativa chamado continuidade. Erros de continuidade são um dos erros mais comuns em filmes, e podem ocorrer em qualquer produto audiovisual, desde séries de TV independentes de pequeno orçamento a filmes de alta produção de Hollywood (via Masterclass).

Continuidade é o princípio de garantir que todos os detalhes em um filme ou série de TV sejam consistentes de cena a cena. Se uma cena mantém os padrões de continuidade, ela parece fluir perfeitamente da cena anterior, reforçando uma sensação de realismo na história. Na realidade, porém, cada cena pode ter sido filmada em um momento diferente e em uma ordem completamente diferente. Por exemplo, se no início de uma cena um ator pega um copo com a mão direita, a continuidade determina que ele deve segurar aquele copo com a mão direita durante toda a cena.
Problemas de continuidade ocorrem com mais frequência em cenas de ambientação (geralmente chamados de “planos principais” ou “planos gerais”) e planos médios ou close-ups. Os planos de ambientação são uma visão ampla da cena e podem incluir muitos adereços e móveis, enquanto os planos médios e close-ups focam apenas no ator sem muito background. Durante as filmagens, as equipes de set freqüentemente movem todos os adereços e móveis para dentro e para fora da cena para vários tipos de planos. Esse vaivém facilita os erros de continuidade visual surgirem.
Existem várias categorias de continuidade em longas-metragens e séries de TV que os cineastas devem estar cientes durante a produção e pós-produção do filme:

A continuidade no filme é vital para uma boa narrativa porque ajuda a manter os espectadores imersos na história. Os cineastas querem que o público possa prestar atenção à ação e ao diálogo durante sua história como se estivesse acontecendo no mundo real, e quando cada detalhe de um cenário é consistente em toda a cena, o público pode prestar atenção total.
No entanto, se pequenos detalhes forem inconsistentes ou se houver lacunas no enredo na história, os espectadores se distrairão e não conseguirão se concentrar na narrativa; eles vão passar mais tempo pensando sobre os níveis de água flutuantes no copo de um personagem e menos tempo ouvindo o diálogo ou se preocupando com a história. É por isso que manter a continuidade é crucial – porque ela mantém o público envolvido.
Com tantos dias de filmagem e tantos detalhes em cada cena, pode ser extremamente difícil manter a continuidade em um set. Aqui estão algumas dicas:
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]]>Há muitos aspectos da produção cinematográfica aos quais um diretor deve prestar atenção, desde a cinematografia até a análise do roteiro, o diretor tem uma participação em cada decisão tomada em um set de filmagem. Seguindo o conselho de Martin Scorsese sobre a direção de atores, os novos diretores podem melhorar muito suas habilidades de direção e ir para a produção confiantes em sua capacidade de obter bons desempenhos de seu elenco.
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]]>A primeira grande distinção na iluminação é entre a iluminação natural e a iluminação artificial. Iluminação natural é um termo amplo usado para descrever a luz cuja fonte aparece no quadro, em outras palavras, fontes que são visíveis para o público. Isso contrasta com a iluminação artificial, cuja fonte está além do enquadramento. Ela cria a ilusão de fontes de luz fora do campo de visão da câmera.

Aqui em cima vemos uma fonte de luz artificial através da janela que sugere um exterior de luz do dia, embora o cenário seja um estúdio interno.
Na verdade, muitas vezes a iluminação natural é reforçada pela iluminação artificial.

Este abajur acima não fornece iluminação suficiente por si só, então adicionamos um holofote artificial acima dele para criar uma maior força e sensação de calor à luz.
Agora, vamos falar sobre outra das qualidades básicas da luz, o ângulo de lançamento. A direção de onde vem a luz é extremamente significativa e pode afetar a percepção do público sobre o clima e o local. Vamos dar uma olhada em alguns exemplos:

Significa meio-dia um horário associado a confrontos climáticos.
2. Luz solar em um ângulo baixo:

Significa o crepúsculo e pode trazer consigo todas as emoções associadas ao final de um segmento de uma narrativa.
Nos atores, a direção da luz pode influenciar sua aparência.
3. Se a luz for direcionada diretamente para o rosto dos atores, seus detalhes parecerão sem expressão e desfavoráveis:

4. A luz por cima tende a enfatizar as rugas de uma forma nada lisonjeira:

O topo da cabeça e o nariz são iluminados e os olhos são escuros, o efeito geral é envelhecer o ator. Também pode inferir uma sensação de mistério, uma vez que os olhos estão escondidos nas sombras.
5. Luzes de ângulo baixo iluminando para cima produzem um efeito estranho usado com frequência em terror e suspense:

Os detalhes do rosto são enfatizados com sombras por cima.
Outra qualidade da iluminação é a cor, esta é sem dúvida a qualidade de luz mais importante para a comunicação com o público. Fontes de luz diferentes, na verdade, produzem luz de cores diferentes devido à temperatura de cor.

Uma situação comum que pode ocorrer em uma sessão de filmagem é uma mistura de iluminação natural e iluminação de estúdio:

Por exemplo, uma sala pode ser configurada e iluminada com luzes típicas de estúdio de tungstênio, mas também pode haver luz do sol entrando em uma janela. Se você balancear o branco nas câmeras para a iluminação do estúdio, a luz do sol que entra pela janela aparecerá forte e azul. Se as câmeras forem balanceadas com a luz do sol, a iluminação do estúdio produzirá um tom laranja amarelado em tudo o que iluminar. Existem algumas soluções para quando isso acontece:
Com o desenvolvimento do cinema, certas convenções surgiram no que diz respeito ao significado das cores, a iluminação quente laranja e vermelha pode significar segurança e proteção, a iluminação fria e azulada pode sugerir o oposto – “perigo”.
A cor azul também serve a outro propósito importante na convenção cinematográfica: cenas noturnas. A noite é, por definição, um período de escuridão, uma representação exata da noite na tela impediria o público de ver a ação. Em vez disso, os cineastas precisam iluminar mais as cenas noturnas para torná-las inteligíveis para o público, tingir a luz de azul tende a suavizar a intensidade da iluminação e transmitir ao público que a cena está realmente ocorrendo durante a noite.
As convenções das cores são muito vagas e seus significados podem variar de cultura para cultura e até mesmo entre os gêneros de filme. O importante não é memorizar um léxico de combinações de cores, mas pensar sobre o que a cor da sua cena pode significar para o seu público. E se a sua filmagem não estiver funcionando, considere o que mudando na cor na produção ou na pós pode te ajudar.
Agora que sabemos suas qualidades, vamos partir para o processo real de configurar a iluminação de uma cena. Primeiro determinamos se estamos filmando em tons altos ou baixos. Se for uma história alegre, podemos escolher a tonalidade alta, caso em que começaremos temperando o conjunto com muitas fontes de luz suave de ampla distribuição. Se for um drama sombrio, podemos fornecer iluminação de preenchimento mínima e luzes de destaque extremas e cuidadosamente anguladas.
Em seguida, é importante lidar com quaisquer fontes de luz existentes. Em um estúdio profissional você tem controle total sobre o que ilumina o cenário. Em uma locação, o Sol ou outras fontes de luz, como a iluminação da rua ou a luz das janelas, devem ser levadas em consideração. Conforme mencionado na seção sobre a cor da luz, você precisará trabalhar para equilibrar a temperatura da cor, o uso de um medidor de luz para medir a temperatura da cor de suas fontes de luz ajudará muito a atingir esse equilíbrio.
Em tudo isso, é importante levar em consideração a exposição correta, para obter a profundidade de campo apropriada você pode precisar ajustar a intensidade da iluminação. Para close-ups íntimos, você deseja um forte efeito de profundidade de campo, o que requer uma ampla abertura da câmera e, conseqüentemente, redução do brilho da iluminação para evitar a superexposição da foto. Por fim, use luzes artificiais para realçar fontes naturais e para preencher quaisquer seções irregulares do quadro.
Não espere criar uma única solução de iluminação para cada ângulo de câmera. Para close-ups, é comum trazer refletores para preencher as áreas de sombra severas. Apenas certifique-se de prestar atenção à continuidade, se a iluminação mudar radicalmente de um plano para o próximo, pode ser confuso ou chocante quando os dois planos são colocados juntos durante a edição.
Ok, então vamos revisar o que falamos. A iluminação pode ser dividida em natural e artificial. As qualidades primárias de uma fonte de luz são ângulo de projeção e cor.
A primeira qualidade da luz é o ângulo de projeção, que se refere à direção de uma luz e pode transmitir um significado para o público. A iluminação de ângulo mais alto produz uma imagem fundamentalmente diferente da iluminação de ângulo direto ou baixo.
Outra qualidade da iluminação é a cor, enquanto o significado de cores específicas pode variar com o contexto, algumas cores se tornaram padronizadas na linguagem do cinema, como o uso da cor azul para representar a noite.
Observamos também os contrastes de iluminação. Configurações de alta intensidade produzem filmagens com iluminação uniforme com sombras suaves, e configurações de iluminação de baixa intensidade produzem algumas áreas contrastantes de iluminação forte e sombras.
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]]>O principal motivo para usar cores em filmes é óbvio: tornar as imagens coloridas, dinâmicas e bonitas. Mas há uma razão secundária que é facilitar a narrativa visual. É isso mesmo, os melhores usos da cor no filme também contam uma história.
A cor na cinematografia é uma grande parte da mise-en-scéne, ou o efeito geral de tudo o que vemos no quadro. A cor pode nos afetar emocionalmente, psicologicamente e até fisicamente, muitas vezes sem que percebamos.
A cor no filme pode criar harmonia ou tensão em uma cena. Ela pode também ajudar a chamar a atenção para um tema-chave. E isso é apenas o começo.
Quando contamos uma história, as cores podem:
Sabemos que a cor no cinema pode ser usada para contar histórias, mas como? O que as cores individuais representam ou sugerem? E como eles podem ser combinados para comunicar um significado em várias camadas? Vamos continuar dando uma rápida olhada na psicologia por trás da teoria das cores do cinema.
Uma paleta de cores de filme bem projetada evoca o clima e dá o tom para o filme. Ao escolher uma cor específica, lembre-se de que existem três componentes principais – matiz, saturação e brilho.
Como Lewis Bond menciona em seu vídeo sobre a teoria das cores do filme, muitos espectadores terão reações previsivelmente semelhantes a certas cores. Foi comprovado que uma forte cor vermelha aumenta a pressão arterial, enquanto uma cor azul provoca um efeito calmante.
Em um dos melhores filmes de M. Night Shyamalan, O Sexto Sentido, a cor vermelha é usada para representar o medo, o pavor e o prenúncio; enquanto, em Pleasantville, Gary Ross usa vermelho para representar esperança, amor e sensualidade. O vermelho cria uma experiência no espectador, portanto, escolha sua presença na paleta de cores do filme com cuidado.
Já ficou claro como escolher as cores certas pode criar emoções que seu público nem perceba. Para mostrar o que queremos dizer, reunimos abaixo as cores principais do círculo cromático com suas associações emocionais mais comuns. Ao considerar a cor em seu próximo projeto, pode ser útil começar com a ressonância emocional da cena e basear a paleta de cores do filme em torno disso.

As normas da teoria da cor devem ser entendidas pelos cineastas, mas nunca vistas como uma limitação. Portanto, escolha suas paletas de cores com sabedoria! Como todas as outras partes do cinema, você deve pensar sobre o uso de cores no filme desde o início.
Ao fazer isso, certifique-se de manter a paleta de cores do filme em mente. Vamos ver abaixo esquemas de cores, exemplos de paletas de cores em filmes e todas as maneiras bonitas e significativas de usar as cores na produção de filmes.
Criar um esquema de cores equilibrado pode ser mais complicado do que se pensava inicialmente. Você não pode simplesmente ter todas as imagens vermelhas em sua lista de cenas.
Embora não pareça necessariamente “equilibrado” ter um filme em que tudo é azul e laranja, essas cores são complementares o círculo cromático. Então, isso seria sim de fato um uso muito equilibrado de cores em filmes.

Vejamos os tipos de esquemas de cores que você pode usar para criar uma paleta de cores equilibrada para o filme.
Vamos começar com o esquema de cores monocromático.
Um esquema de cores monocromático é quando um único “matiz” de base é estendido usando sombras e tons. As tonalidades são obtidas adicionando brancos, e as sombras adicionando preto.

Como você pode ver nesta imagem de um dos melhores filmes de Wes Anderson, O Grande Hotel Budapeste, sua equipe utilizou uma paleta de cores monocromática. O rosa claro dá lugar a roxos mais profundos. O resultado mantém o tom de cor escolhido intacto, mas permite que você crie contraste dentro dele.
As paletas de cores monocromática é formada por tons de uma única cor, como vermelho, vermelho escuro e rosa. Ela cria uma sensação profundamente harmoniosa que é suave, aconchegante e calmante.
Um dos melhores filmes de ação, Matrix é outro bom exemplo de paleta de cores monocromática de filme. Quase todas as cenas no Matrix utilizam uma paleta de cores verdes. Tons de verde permeiam tudo no quadro para criar um efeito anti natural e doentio.

As paletas de cores monocromáticas não exigem que seu filme seja homogêneo em sua aparência. Ele apenas fornece um matiz de cor para criar contraste.
Paletas de cores complementares ocorrem quando duas cores de lados opostos do círculo monocromático são usadas em conjunto uma com a outra para formar as paletas de cores.
O objetivo das paletas de cores complementares é criar uma ‘vida’ visual no quadro. Vermelho e verde, no caso de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, ambos se destacam mais na presença de sua cor complementar.

Drama contrastante (ou seja, quente vs. frio), cores complementares vivem opostas uma à outra no círculo cromático. Por exemplo, laranja e azul são cores complementares comumente usadas nas paletas de cores de muitos filmes de sucesso.
Duelo de cores geralmente está associado a conflitos internos ou externos. Não importa a seleção de cores, as cores complementares combinam cores quentes e frias para produzir uma tensão vibrante e de alto contraste no filme.
Paletas de cores análogas utilizam cores que estão próximas umas das outras no círculo cromático. Elas tendem a ocorrer na natureza e criar uma sensação harmoniosa que é agradável aos olhos.
Bons exemplos de cores vizinhas que podem criar paletas de cores análogas são vermelho e violeta ou amarelo e verde limão. Como as cores não têm o contraste e a tensão das cores complementares, elas criam uma espécie de unidade visual.
Em geral, ao criar uma paletas de cores análoga, uma cor é escolhida para dominar, uma segunda para apoiar e uma terceira (junto com tons de preto, branco e cinza) para acentuar.
A paleta de cores análoga do filme Filhos da Esperança parecia combinar com o estado perigoso de seu mundo em que nenhuma criança estava nascendo. Ao focar em cores análogas (e assim eliminar o resto), a terrível situação é combinada com um terrível esquema de cores.

Em um dos melhores filmes de crime, Traffic, as paletas de cores são usadas de várias maneiras – para estabelecer cada história paralela e conectá-los umas às outras. Essencialmente, essas paletas de cores análogas acabam criando um tipo diferente de esquema de cores complementar.
Por exemplo, as cenas com Michael Douglas usam uma paleta de cores análoga aos azuis. As cenas com Benicio Del Toro usam uma paleta de cores análoga de laranja.

Sendo um dos melhores filmes de Steven Soderbergh, é muito engenhoso dar a diferentes linhas da história seus próprios esquemas de cores. Este, por sua vez, usa a justaposição para criar um esquema de cores completamente diferente. Sem dúvida, esse plano mestre foi auxiliado por um complexo moodboard e processo de storyboard, resultando em um excelente exemplo de cor na cinematografia.
Uma paleta de cores triádica ocorre quando três cores uniformemente espaçadas em torno do círculo cromático são usadas em conjunto.
Uma cor na paleta de cores triádica é escolhida para ser a dominante, com as outras duas sendo usadas de forma complementar. Os esquemas de cores triádicos são um pouco menos comuns porque podem parecer um pouco de desenho animado, como no Superman.

Mas isso significa que uma paleta de cores triádica só pode ser usada em filmes como Superman? Não, claro que não, e a maneira de contornar isso é deixar as cores com menos brilho e menos saturação.
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